Por Ilca Maria Estevão, Rebeca Ligabue, Hebert Madeira e Sabrina Pessoa

Venda bilionária da Tiffany para o grupo LVMH pode ser cancelada

O portal WWD teve acesso a fontes que revelaram uma incerteza na negociação, que já deveria ter sido regulamentada

atualizado 04/06/2020 15:47

loja da Tiffany & Co. em VienaNicolas Economou/NurPhoto via Getty Images

A venda da Tiffany para o grupo LVMH agitou a indústria fashion no fim do ano passado. Depois de semanas de movimentação, o negócio foi confirmado em novembro. No entanto, as empresas não previam uma pandemia global. Agora, segundo o portal WWD, a aquisição é vista como incerta.

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Giphy/Reprodução

 

A transação foi decidida por cerca de US$ 16,2 bilhões. “Estamos muito satisfeitos por ter a oportunidade de dar as boas-vindas à Tiffany na família LVMH”, declarou Bernard Arnault, presidente e diretor-executivo do LVHM, em 2019.

A aquisição se tornou um maiores negócios já feitos na história. Na época, especialistas apontaram que o acordo foi firmado em um momento favorável para ambas as labels. Contudo, o cenário mudou completamente e a venda pode não ser concretizada.

O processo de regulamentação deveria ter sido concluído em abril, mas, devido ao surto de Covid-19 que tomou conta do mundo, precisou ser adiado para outubro. Agora, a joalheria enfrenta uma situação de deterioração no mercado norte-americano, potencializada pelo conflito social com protestos antirracistas e reivindicações da população, incluindo a depredação de lojas.

joias da Tiffany
A Tiffany & Co. é uma das empresas mais renomadas do mundo

 

modelo com caixa de presente
A marca conquistou uma legião de admiradores e fãs. As joias viraram um símbolo para datas especiais

 

Tiffany em Londres com luzes natalinas
A negociação da Tiffany com o LVMH foi firmada por US$ 16,2 bilhões no fim do ano passado

 

Bernard Arnault,
Bernard Arnault, dono do grupo LVMH, havia comemorado a aquisição, mas o surto de Covid-19 mudou a situação

 

loja da Tiffany em Nova York
Agora, a Tiffany enfrenta deterioração no mercado norte-americano

 

Segundo o WWD, membros do conselho administrativo do LVMH convocaram uma reunião, em Paris (França), na noite de terça-feira (02/06). No encontro, os executivos manifestaram preocupação em relação à capacidade da Tiffany de cumprir os pactos de dívida no fim da transação, englobando compromissos de contratos de financiamento e empréstimos que servem para proteger os interesses dos credores. Os participantes deixaram uma mensagem de que a aquisição deve ser reconsiderada.

O portal também destacou que, até janeiro, a joalheria norte-americana abriu lojas em Hong Kong e Xangai, enquanto reformava unidades em Londres (Inglaterra), Nova York (EUA) e Sydney (Austrália). No entanto, no início do ano, a Tiffany foi forçada a fechar aproximadamente metade de suas lojas na China e todos os pontos na América do Norte, até meados de março, para impedir a propagação do coronavírus.

blue box da TIffany com joia
Executivos do LVMH estão preocupados com a capacidade de a Tiffany cumprir os pactos de dívida. Além disso, nos últimos dias, as ações da joalheria na Bolsa de Nova York caíram consideravelmente

 

loja da Tiffany
A pandemia do novo coronavírus fez a Tiffany fechar lojas

 

fachada de loja da Tiffany em Walnut Creek, California
No momento, a transação está ameaçada

 

A Tiffany e o LVMH foram procurados pelo WWD para comentar o assunto. A joalheria não respondeu, e o conglomerado de luxo preferiu não dar declarações. No início da pandemia, o grupo avisou que não desistiria da negociação. Vamos aguardar!

 

Colaborou Rebeca Ligabue

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