
Ilca Maria EstevãoColunas

Scream Club: conheça o grupo que se junta semanalmente para gritar
Um grupo nos Estados Unidos deu origem ao Scream Club, que promove encontros semanais para gritar como forma de liberação emocional
atualizado
Compartilhar notícia

As pressões cotidianas, muitas vezes, trazem consigo aquela vontade repentina de gritar para aliviar o estresse. É exatamente o que tem feito o projeto Scream Club nos Estados Unidos, à beira do Lago Michigan, na cidade de Chicago. A iniciativa, capitaneada pelo casal Manny Hernandez e Elena Soboleva, começou organicamente, só com os dois. Agora, o grupo semanal chega a 200 pessoas por vez, sempre aos domingos.
Vem saber os detalhes, a partir de uma entrevista dos idealizadores para a People!
Ver essa foto no Instagram
Terapia do grito
Hernandez, que atua como coach transformacional, conheceu a prática de liberação emocional por meio de gritos e respiração em Los Angeles. Ele era inicialmente cético sobre a eficácia da técnica, até o dia em que, passeando pela orla do lago com Soboleva, depois de uma semana difícil, o casal decidiu testar lá mesmo. Depois de avisarem as pessoas ao redor, alguns se juntaram. Como resultado, as pessoas foram às lágrimas.
Desde aquele dia, em dezembro do ano passado, eles passaram a levar uma placa para o local, perguntando se alguém havia passado por uma semana difícil. O que começou espontaneamente transformou-se em um grupo, com novas pessoas a cada semana. Assim, em junho, nasceu a página do Scream Club (ou “Clube do Grito”) no Instagram, impulsionada pelas publicações da imprensa local.



Como funciona o Scream Club
O grupo se organiza no local às 19h, a cada domingo, e anota ansiedades da última semana em um papel biodegradável, que é jogado no lago após um exercício de respiração. Em seguida, começa a prática dos gritos, partindo do que os organizadores consideram um “aquecimento” até os mais “primitivos”, ao final do encontro, que encerra com cumprimentos e abraços.
“Mesmo naquela curta caminhada até o ponto onde gritamos, já há comunicação e comunidade sendo construídas”, relatou Hernandez, à People. “Estranhos se voltam uns para os outros, se abraçam e choram juntos, e é incrível testemunhar isso. Especialmente com o estado atual do mundo, muitas pessoas precisam desse alívio”, complementou Soboleva.


Planos de expansão
Na entrevista, os idealizadores disseram ainda que têm procurado licenças e buscado montar uma infraestrutura para o Scream Club, além de procurar parcerias com instituições voltadas para a saúde mental, em diferentes bairros de Chicago. A dupla criou também kits com logotipos para que outras cidades possam formar os próprios Scream Clubs, ligados ao original.
