Robô costureiro usa IA para manipular tecidos de forma autônoma
Criado na China, robô é destaque da Febratex em sua primeira apresentação fora de seu país de origem

A indústria têxtil vive um momento de transformação impulsionado pelo avanço da inteligência artificial (IA) e da automação. Entre as novidades está o AITU AI Robot, desenvolvido na China para manipular tecidos flexíveis e abastecer máquinas de costura de forma autônoma. O equipamento foi apresentado pela primeira vez fora de seu país de origem durante a Febratex, em Blumenau (SC), uma das principais feiras do setor no Brasil.
Vem conhecer!

Robô costureiro
O AITU AI Robot utiliza visão computacional e IA para realizar a manipulação de tecidos flexíveis — uma das etapas mais difíceis da automação têxtil, devido ao fato de os tecidos dobrarem, escorregarem e se deformarem. O robô é capaz de identificar, separar, segurar, posicionar e alinhar os tecidos nas máquinas, assumindo tarefas físicas complexas que antes dependiam inteiramente de mão de obra humana qualificada.
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Combate à escassez de mão de obra qualificada
Quando se fala de inovações que automatizam trabalhos manuais, é normal que surja um questionamento em torno de “até que ponto a IA vai ‘roubar’ empregos humanos”. Para essa emblemática, profissionais do segmento, como o diretor da Silmaq, Ricardo Fischer, afirmam que a inteligência artificial ajuda a enfrentar a escassez de mão de obra qualificada na indústria têxtil.

Ao automatizar e padronizar tarefas complexas que antes exigiam alta especialização ou geravam grande variabilidade quando realizadas manualmente, a tecnologia pode contribuir para aumentar a produtividade e reduzir a dependência de profissionais especializados em determinadas etapas da produção.
Para especialistas do setor, portanto, a inteligência artificial não representa necessariamente a substituição da mão de obra, mas uma ferramenta para lidar com um dos principais desafios enfrentados atualmente pela indústria.











