Pela 1ª vez em São Paulo, Maurício Duarte apresenta coleção Muiraquitã
Maurício Duarte leva a coleção Muiraquitã ao Salão do Artesanato, em SP; em abril, ele encantou a atriz Angelina Jolie com suas criações

A coleção Muiraquitã, assinada pelo estilista manauara Maurício Duarte, chegou ao Salão do Artesanato, em São Paulo, após passar pelas semanas de moda de Nova York, nos Estados Unidos, e Milão, na Itália. Em entrevista à coluna Ilca Maria Estevão, o artista compartilhou detalhes sobre o processo de criação das peças e o significado por trás do tema da coleção.
Vem conferir!

Coleção Muiraquitã é apresentada em São Paulo
O trabalho do estilista vem conquistando espaço e reconhecimento dentro e fora do país, consagrando-o como um dos nomes mais promissores da moda atual. Duarte une a sua visão artística à expertise de artesãs indígenas do Amazonas para criar peças únicas e autorais, utilizando elementos naturais da Região Norte do Brasil, como fibra do buriti, escamas de pirarucu e sementes de açaí.
A coleção foi apresentada nos palcos das semanas de moda de Nova York, nos Estados Unidos, e Milão, na Itália. Em território brasileiro, a primeira parada foi Manaus, cidade de origem do estilista. Dessa forma, as artesãs que fizeram parte do processo cocriativo de Muiraquitã puderam ver seu trabalho.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Falar de Muiraquitã é falar de força, falar de proteção, falar de um lugar onde a gente entende que as manualidades trazem toda a referência do nosso trabalho, toda a força nortista”, diz Maurício em entrevista à coluna da Ilca Maria Estevão.
Para sua 4ª coleção, o artista sentiu que precisava de sorte para levar, pela 1ª vez, seu trabalho para fora do Brasil. É nesse contexto que surge o tema principal do projeto: Muiraquitã é um amuleto de sorte. Além de força e proteção, o amuleto também é de grande significado para todos os envolvidos no projeto.

Maurício também compartilhou com a coluna que precisa se sentir conectado com pessoas que saibam produzir essas manualidades, para que o trabalho seja uma junção de intuição com técnica. A apresentação das roupas no Salão do Artesanato, em São Paulo, reforça o que o designer vem trabalhando desde o início: a valorização e o reconhecimento do trabalho artesanal, com um olhar diferenciado para matérias-primas naturais.
“Há a junção do olhar e do saber fazer, e é mais ou menos isso que, não só esse espaço, como o Salão do Artesanato, tenta promover, como o que a gente consegue fazer com diferentes áreas de atuação”, comenta o estilista.

Reconhecimento e validação
Naomi Campbell, Janja, Angelina Jolie e a ministra Sônia Guajajara são alguns dos nomes que já usaram peças assinadas pelo artista. Sobre o intercâmbio cultural e a visibilidade que essas pessoas ajudam a trazer para as coleções Maurício comenta: “Essas pessoas não validam o meu trabalho, pelo contrário, elas intensificam a certeza de que esse caminho que a gente faz de construir no coletivo, é o que toca as pessoas.”
Para o projeto, o designer trabalhou de forma cocriativa com artesãs de diferentes associações: Associação de Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro – Numiã Kura (AMARN), Associação das Mulheres Indígenas Sateré-Mawé (AMISM), Associação de Mulheres Indígenas da Região do Alto Rio Negro (AMIARN) e Associação dos Artesãos Indígenas de São Gabriel da Cachoeira (ASSAI).

















