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Ilca Maria Estevão

Museu de moda sustentável em Amsterdã oferece visitação guiada on-line

Guias apresentam ao vivo a nova exposição do museu Fashion For Good, o primeiro do mundo voltado para inovação sustentável na moda

15/08/2020 05:30, atualizado 15/08/2020 09:42
Presstigieux/Fashion For Good/Divulgação
Peças expostas no Good Shop do museu Fashion for Good

Se os visitantes não podem ir até o museu Fashion For Good, em Amsterdã, ele vai até os visitantes. Enquanto viagens turísticas ainda são inviáveis para boa parte dos países, o primeiro museu de inovações de moda sustentável do mundo está oferecendo um tour virtual guiado para exibir a nova exposição. Engana-se quem acha que a experiência se resume a um simples álbum de fotos on-line com descrições das obras. A proposta é bem mais imersiva que isso. A apresentação ao vivo deixa o resultado parecido com uma experiência presencial.

Vem comigo entender como funciona!

Giphy/Fashion For Good/Divulgação

Tour guiado

O objetivo da nova exposição, intitulada A Cut Above (um corte acima, em tradução livre do inglês), é mostrar como as roupas são produzidas e quais hábitos podem ser tomados para um consumo mais sustentável. A partir daí, os guias exploram formas de buscar a moda e as inovações que vêm sendo trabalhadas por etiquetas inovadoras no mercado.

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“As visitas guiadas ao museu são sempre incrivelmente populares e, devido ao fato de estarmos em Amsterdã, não pudemos compartilhar nossas histórias de inovação e exposições com o público global como gostaríamos”, justificou o gerente de experiências Gwen Boon.

Os visitantes virtuais também terão direito a uma série de ferramentas digitais para aprimorar ainda mais a experiência. Além do passeio interativo, há orientações personalizadas, um quiz, GIFs e orientações para que cada um possa refletir sobre seus próprios hábitos e o tema da moda sustentável. O tour digital custa 15 euros e pode ser agendado às terças-feiras e quintas-feiras, pelo site.

Fachada da exposição A Cut Above
Junto com a nova exposição, A Cut Above, o museu Fashion For Good criou uma espécie de tour guiado virtual
Blusas com estampa tie-dye
Os guias acompanham ao vivo os visitantes, que compram ingressos para a experiência com horário marcado
Calças jeans
O objetivo da exposição é mostrar como as peças são feitas e quais hábitos podem ser tomados para um consumo mais consciente
Pessoa pegando em calças jeans penduradas
Uma das marcas expostas trabalha com jeans, por exemplo
Peças de roupa pretas
A exposição abriu na metade de julho
A exposição

A mostra A Cut Above estreou na metade de julho e ficará de portas abertas até janeiro de 2021. Tradicionalmente, o museu convida um grupo de estilistas para criarem as coleções para as exibições, que duram seis meses. Desta vez, são seis marcas, que reimaginam a indústria de diferentes maneiras e, segundo o Fashion For Good, são pioneiras no que fazem: Wires (óculos), Flavia La Rocca (vestuário), The Fabricant (vestuário 3D), Unspun (jeans), Senscommon (vestuário) e Enroce (swimwear).

Cada uma delas tem uma abordagem diferente do aspecto sustentável. Há etiquetas que trabalham com tecelagem 3D, enquanto outras promovem o desperdício zero e utilizam material eco-friendly. Uma delas, a The Fabricant, desenha peças conceituais e sofisticadas para samples digitais.

Mulher posando com roupa digital, feita com computação gráfica
Uma das etiquetas que estão com peças e processos expostos é a Wires, que comercializa óculos
Etiqueta de peça de roupa
A Senscommon trabalha com vestuário
Mulher posando com roupa digital, feita com computação gráfica
Este é um exemplo de roupa digital criada pela The Fabricant
Mulher posando com roupa digital, feita com computação gráfica
A marca cria peças dignas de alta-costura para ambientes digitais
O museu

Descrito como “o primeiro museu interativo para a inovação sustentável da moda”, o espaço foi aberto pela iniciativa de moda circular holandesa Fashion For Good (FFG), em outubro 2018. As experiências oferecidas pelo espaço têm o objetivo de exibir novas tecnologias de moda sustentável, desde como as peças são feitas até o produto finalizado.

Segundo a iniciativa, atualmente, compra-se 60% mais roupas que 15 anos atrás. Deste total, a mesma porcentagem acaba sendo descartada ou incinerada um ano após a confecção. Como plataforma de inovação global, o FFG foi lançado em março de 2017.


Colaborou Hebert Madeira