com Rebeca Ligabue, Hebert Madeira e Sabrina Pessoa

Marca Alexander McQueen doa tecidos estocados para universidades

A ação faz parte do programa de sustentabilidade da etiqueta britânica

atualizado 24/02/2020 14:12

Vestido Alexander McQueen@alexandermcqueen/Instagram/Reprodução

De olho no conceito de upcycling, que promove o reúso, a diretora criativa da etiqueta Alexander McQueen está doando parte do acervo de tecidos que não foram utilizados pela casa. Sarah Burton destinou a teciteca a alunos de design de moda do Reino Unido. Os estudantes irão utilizar os materiais nas coleções desenvolvidas no decorrer da graduação. 

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Giphy/Reprodução

 

Chiffon, tweed e seda são alguns exemplos dos tecidos refinados que acompanharam as criações marcantes de Sarah Burton. Durante a trajetória de 10 anos como estilista da marca britânica, ela arquivou centenas de metros de materiais ricos em texturas, cores e tramas delicadas. 

“Tive muita sorte. Quando trabalhei na McQueen, Lee (Alexander) me ajudou a comprar tecidos para minha coleção final. Hoje, é ainda mais difícil, quando todos pensamos que recursos preciosos devem ser usados ​​adequadamente”, destacou a estilista em comunicado citado pela Vogue. 

As principais universidades de moda presentes em países do Reino Unido, como Gales, Inglaterra e Escócia, receberam parte das doações da casa icônica.

A ação também irá ajudar na economia dos universitários, que não precisarão adquirir novos utensílios.  

Reprodução/Harper's Bazaar US
A cantora Céline Dion, de Alexander McQueen

 

Alexander McQueen/Reprodução
Clássico Salto Alien de Alexander McQueen

 

Neil Munns - PA Images/PA Images via Getty Images
Desfile Alexander McQueen no London Fashion Week

 

The Face/Reprodução
Alexander McQueen, na capa da The Face em 1998

 

A McQueen costuma não desperdiçar materiais utilizados nas confecções das peças de alta-costura. Desde o início da marca, o fundador Alexander buscava utilizar o que encontrava pelo leste de Londres. Peças com remendos ou estampas criadas a partir de jatos de spray marcaram as primeiras coleções da label

Atualmente, Sarah Burton segue o mesmo princípio. A designer frisou que, durante o processo de criação, nada é descartado no processo de pesquisa, confecção de pilotos ou na própria produção. “Tudo sempre foi arquivado e armazenado”, ressaltou a estilista, enquanto relembrava o trabalho com o pioneiro Alexander.

Giphy/Reprodução

 

Alguns tecidos já ganharam forma e marcaram presença no London Fashion Week. Durante o evento, o jovem estilista Steven Stokey-Dayley apresentou uma coleção de casacos confeccionados com os materiais doados, no desfile das universidades de Westminster e Central Saint Martins.

A iniciativa educacional colocada em prática pela McQueen faz parte do plano de sustentabilidade da marca e tem por objetivo impulsionar a indústria da moda a se tornar mais ecológica e consciente. “Nunca jogamos nada fora”, enfatizou Sarah. 

Alexander McQueen/Reprodução
Peça da coleção desenvolvida pelo estilista Steven Stokey-Dayley

 

Alexander McQueen/Reprodução
O jovem designer optou por tecidos com textura

 

Alexander McQueen/Reprodução
O clássico xadrez da etiqueta britânica foi reutilizado

 

Alexander McQueen/Reprodução
O jovem apostou na alfaiataria, parte da identidade do falecido Alexander McQueen

 

Sarah Burton chegou à marca em 1996 e, em 2010, assumiu o cargo como diretora criativa, após o fundador da etiqueta, Alexander McQueen, falecer. No atual posto, ela mantém o DNA da grife sem deixar de inserir novos elementos.

 

Colaborou Sabrina Pessoa

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