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Alexander McQueen era um estilista criativo e brilhante. Passaram-se oito anos desde que o designer de moda tirou a própria vida, em 2010, mas nós, amantes da moda, ainda lamentamos tamanha perda. Lutava contra a depressão, as drogas e os demônios do passado. Em seus 41 anos, conquistou a indústria fashion, ousou, surpreendeu, chocou e virou um verdadeiro ícone.

A história do estilista britânico já foi contada em dois livros, uma exposição e uma peça de teatro. O filme, que estreia nesta sexta-feira (8/6) no Reino Unido e em 13 de junho nos Estados Unidos, é um retrato fiel; explora os últimos anos de vida de McQueen e procura refletir não apenas a genialidade do designer, mas, também, a paixão e a intensidade com que ele trabalhava.

A primeira exibição aconteceu no Tribeca Film Festival, no fim de abril, em Nova York.

O documentário faz uma retrospectiva da obra do grande designer de moda inglês, com cenas de bastidores desde os primeiros anos de carreira, vídeos caseiros, além de entrevistas exclusivas com amigos, colaboradores e familiares.

Vem comigo conferir!

“Ninguém descobriu Alexander McQueen, foi McQueen quem descobriu a si mesmo”. 

Esta é a frase de impacto que inicia o trailer do documentário McQueen. Produzir a peça não foi nada fácil. Afinal, dirigido por Ian Bonhôte e escrito por Peter Ettedgui, os produtores não contaram, a principio, com a ajuda de familiares do estilista e tão pouco com o apoio de Sarah Burton – nova diretora criativa da marca.

Isso tudo porque, é claro, a perda ainda era muito recente e falar sobre isso trazia muitas lembranças dolorosas. Quanto à Sarah, é compreensível que escolhesse ficar de fora. Afinal, ela havia assumido o posto de diretora criativa da maison e buscava fortalecer o próprio nome dentro da marca. 

As dificuldades no caminho não impediram que ambos fossem atrás de financiamento e não demorou para iniciarem a produção do longa. 

O filme tem 111 minutos de duração e, ao que tudo indica, é repleto de vídeos caseiros e outros momentos do auge da vida profissional do estilista: desde a coleção The Birds até as mais contemporâneas que carregavam imagens de caveiras e traziam clutches que mais pareciam soqueiras. Muito punk rock. Eu adoro toda a rebeldia que o artista sempre trouxe para as coleções.

Entrevistaram amigos e devagarzinho conseguiram mostrar à família e às pessoas mais íntimas que o documentário era algo sólido e artístico. Nada sensacionalista. 

A ideia era retratar a vida do estilista desde o dia da formatura, em 1992, pelo colégio Central St. Martin, passando pela direção criativa da Givenchy, onde oficializou a fama de bad boy, em 1997. Mostra o trabalho do designer com a maison francesa até o ano de 2001. O filme segue contando a trajetória de altos e baixos do artista durante a época que fundou a própria maison, Alexander McQueen, até o dia de seu suicídio.

Um dos primeiros passos de Alexander McQueen foi como assistente de Romeo Gigli, em Milão, antes mesmo de se formar.

Os desfiles do estilista eram performáticos e pareciam espetáculos. As criações polêmicas e inusitadas conquistaram todos os tipos de público. Tinha o costume de costurar mensagens secretas nas roupas, hábito que adquiriu antes mesmo de fundar a própria marca.

Para a apresentação da coleção de verão 1999, por exemplo, ele usou dois robôs para pintar um vestido usado por Shalom Harlow, enquanto a atriz girava na passarela.

Getty Images

Shalom Harlow em desfile icônico de McQueen, 1999

 

Outra de suas obras mais famosas, a Plato’s Atlantis, foi criada em 2009, com roupas de mergulho e sapatos de salto vertiginoso. O modelo deu o que falar e foi usado por Lady Gaga no clipe da música Bad Romance.

 

Getty Images

Sapato da Plato’s Atlantis

 

Casou em 2000 com George Forsyth. Kate Moss foi madrinha do casamento, e era inclusive uma das estrelas de seus desfiles.

Com a morte de Alexander McQueen, em 2010, Sarah Burton assumiu a direção criativa da marca do estilista. Na época, o presidente do grupo PPR, François-Henri Pinault, comunicou que a grife permaneceria. “A marca continua viva. É a mais bela homenagem que podemos fazer”, disse Pinault.

Veja na galeria algumas peças de Alexander McQueen:

 

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Colaborou Rebeca Ligabue



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