Lucila, Sau Swim e Geraldo Couto evocam exuberância no Metrópoles Catwalk
Segundo bloco reuniu o maximalismo brasiliense, o beachwear autoral cearense e o glamour do cinema italiano na Arena Mané Garrincha

A quarta noite do Metrópoles Catwalk chegou ao fim nesta quinta-feira (17/9), com três propostas bastante distintas na passarela da Arena Mané Garrincha. Lucila, Sau Swim e Geraldo Couto comandaram o segundo bloco da programação, em uma sequência que passou pelo romantismo reinterpretado, pela experimentação na moda praia e pela exuberância inspirada no cinema italiano.
Vem comigo!

Quarta noite de Metrópoles Catwalk
As três apresentações também marcaram a estreia na passarela do evento de nomes de peso do casting desta edição. Renata Kuerten desfilou para a brasiliense Lucila, Ellen Milgrau vestiu as criações da cearense Sau Swim e Gianne Albertoni encerrou a programação com Geraldo Couto.



Se no primeiro bloco da noite as mesmas modelos haviam transitado por propostas ligadas à arquitetura, à memória e às paisagens brasileiras, a segunda parte da programação trouxe outros caminhos para trabalhar feminilidade, sensualidade, volume e construção de silhueta.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Lucila mistura romantismo, volume e referências vintage
A brasiliense Lucila abriu o segundo bloco com uma apresentação marcada pela estética maximalista que acompanha o trabalho da estilista Lucila Pena. Fundada em 2016, a marca é conhecida por misturar elementos do romantismo vitoriano com referências da contracultura e dos anos 1980, em um repertório que inclui mangas bufantes, corpetes, babados, estampas e diferentes volumes.

Na passarela desta quinta-feira (17/9), esse universo ganhou novas leituras. Tecidos elegantes apareceram em construções que exploravam amarrações com laços, detalhes drapeados e trabalhos em lastex, criando diferentes texturas sobre o corpo.

Alguns vestidos apostaram em corsets bem estruturados, desenhando a cintura e reforçando a feminilidade das produções. Em outras peças, tecidos mais fluidos e volumes criaram movimento e suavizaram a rigidez das construções.

A coleção também trouxe uma atmosfera vintage em diversos momentos, mas sem reproduzir literalmente códigos de outras épocas. As referências surgiram reorganizadas em combinações contemporâneas, fazendo com que peças de inspiração romântica convivessem com proporções, materiais e construções atuais.


Renata Kuerten foi o principal nome do desfile. A modelo catarinense, que construiu carreira internacional com passagens por Paris e Milão, já havia aberto a noite vestindo a curitibana Reptilia, de estética minimalista e arquitetônica. Na Lucila, transitou para um universo praticamente oposto, marcado pelo excesso de detalhes, volumes e ornamentação.

Sau Swim foge do óbvio na moda praia
Na sequência, a Sau Swim fez sua estreia no Metrópoles Catwalk trazendo de Fortaleza uma interpretação menos convencional do beachwear. A marca trabalha uma linguagem contemporânea e sensual, com modelagens pensadas para valorizar o corpo, acabamentos artesanais, aplicações, brilhos e uma cartela que inclui tons neutros, dourado, prata, cobre e cores vibrantes. Na passarela, porém, o que mais chamou atenção foi a maneira como a etiqueta explorou superfícies, recortes e movimento.

Estampas e texturas pouco usuais ajudaram a afastar as peças da imagem mais tradicional associada à moda praia. Recortes desenharam diferentes partes do corpo, enquanto franjas e aplicações adicionaram volume e movimento às produções.

O resultado foi um swimwear que continuava reconhecível como moda praia, mas encontrava formas diferentes de trabalhar biquínis, maiôs e outras construções do segmento. A mistura de texturas, estampas e elementos artesanais reforçou uma proposta mais experimental, aproximando algumas produções de peças que poderiam transitar para além da areia e da piscina.

Ellen Milgrau conduziu a apresentação. Modelo, apresentadora e influenciadora, ela retornou à passarela depois de vestir Rostand no primeiro bloco da noite e assumiu uma estética completamente diferente com a etiqueta cearense.

Geraldo Couto leva o glamour do cinema italiano à passarela
O encerramento ficou por conta de Geraldo Couto, que fez sua estreia no Metrópoles Catwalk com uma coleção inspirada em La Dolce Vita, clássico italiano dirigido por Federico Fellini e lançado em 1960. Especializada em moda festa e alto luxo, a marca paulista partiu do imaginário do cinema italiano da década para construir uma apresentação exuberante, feminina e intensamente visual.

Brilhos, paetês, rendas, pedrarias, aplicações e plumas surgiram em diferentes combinações, criando superfícies ricas em detalhes. Mangas bufantes e outros recursos deram volume às produções, enquanto recortes e transparências trabalharam no sentido oposto, desenhando a silhueta das modelos.

Esse contraste entre volume e definição corporal atravessou boa parte da apresentação. Algumas produções apostaram em proporções maiores e construções mais dramáticas; outras exploraram estruturas ajustadas para criar uma sensualidade mais evidente.

Os detalhes ajudaram a reforçar a atmosfera de glamour, enquanto os elementos de inspiração sessentista deram às peças um caráter quase cinematográfico. Mesmo nos outfits mais temáticos, a elegância permaneceu como fio condutor. O resultado foi uma coleção que levou à passarela uma leitura exuberante do feminino, equilibrando referências vintage, sensualidade e construção de silhueta.

Gianne Albertoni encerrou o desfile e a quarta noite do evento. Com uma carreira internacional que inclui passagens por grifes como Versace, Armani, Prada, Gucci e Valentino, a modelo havia participado do primeiro bloco vestindo George Azevedo, em uma coleção inspirada nas paisagens e nos ventos do Rio Grande do Norte.

Encontro artístico
Entre o romantismo reinventado de Lucila, a experimentação da Sau Swim e a teatralidade elegante de Geraldo Couto, o segundo bloco mostrou três maneiras distintas de trabalhar a feminilidade e a sensualidade.

A sequência também reforçou uma das principais características da terceira edição do Metrópoles Catwalk: reunir na mesma passarela linguagens, regiões e propostas diferentes da moda brasileira, fazendo da Arena Mané Garrincha um ponto de encontro entre a produção autoral de Brasília e criações de outras partes do país.

Metrópoles Catwalk
O Metrópoles Catwalk chega à terceira edição, diretamente da Arena Mané Garrincha, no centro de Brasília. O evento reúne mais de 30 etiquetas no line-up e conta com modelos e celebridades de destaque na passarela.
Nos primeiros dias, desfilaram nomes como Yasmin Brunet, Raica Oliveira, Jhona Burjack, Mikaela Gomes e Vivi Orth. A programação segue até sexta-feira (18/9), com a participação de outras estrelas.
Realizado pelo Sol Nascente Associação Cultural, o Metrópoles Catwalk conta com o fomento da Secretaria de Turismo do DF.

Serviço
Metrópoles Catwalk
Data: de 14 a 18 de setembro
Local: Arena Mané Garrincha, Brasília
Entrada: gratuita, retire seu ingresso clicando aqui
Acesso ao evento: portão L















