
Ilca Maria EstevãoColunas

Influencer é acusada de roubar fotos de modelo e trocar rosto com IA
Modelo acusa influencer de usar IA para roubar sua imagem, alterar traços e simular experiência vivida em evento internacional
atualizado
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A modelo Tatiana Elizabeth compartilhou uma denúncia de apropriação de uma foto sua por parte de uma grande influenciadora. Em post, Tatiana provou que Lauren Blake, que soma quase 2 milhões de seguidores no Instagram, usou inteligência artificial (IA) em uma imagem publicada pela modelo para trocar o rosto e a cor de pele, fingindo ser ela quem posava na foto.
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Rosto e pele trocados
Segundo Tatiana Elizabeth, uma foto sua feita durante o US Open, há cerca de dois anos, foi utilizada por Lauren para criar um conteúdo falso com uso de IA. A influenciadora teria aplicado uma técnica de face swap, substituindo o rosto original pelo seu e publicando a imagem como se fosse um registro próprio recente. Além do rosto, a pele negra da modelo também foi transformada em branca.


A comparação não gera dúvidas. Ambas têm o mesmo cenário, o mesmo look e o mesmo enquadramento. “Essa é a parte mais estranha: não é uma influenciadora de IA. É uma pessoa real que usou IA para colocar a cabeça dela no meu corpo”, escreveu Tatiana ao expor o caso.
Outro ponto levantado foi a questão racial. Tatiana ressaltou que, como mulher negra, vê o episódio como parte de um padrão histórico de apropriação e apagamento de criadoras negras nas redes. Conheça a modelo:
Posicionamento da influencer
Após a repercussão, Lauren procurou Tatiana por mensagens privadas para se desculpar. Nos textos, ela afirma que o uso da imagem “não foi intencional” e que o conteúdo teria sido gerado pela sua agência de conteúdo.
Apesar do pedido de desculpas, Tatiana rebateu com firmeza. Em resposta, ela destacou que, independentemente da intenção, houve apropriação indevida de uma experiência real. “Você está retratando um momento que não viveu como se fosse real”, escreveu. A modelo também apontou o impacto desse tipo de prática sobre o público, que pode ser levado a consumir e se comparar com conteúdos falsos.
















