Grife Victor Hugo tem pedido de falência com dívida de R$ 1,2 bilhão

Ícone de status nos anos 2000, a grife brasileira Victor Hugo enfrenta um pedido de falência após acumular mais de R$ 1,2 bilhão em dívidas

atualizado

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Parkshopping São Caetano/ Divulgação
Victor Hugo
1 de 1 Victor Hugo - Foto: Parkshopping São Caetano/ Divulgação

Quem viveu os anos 2000 sabe que ter uma bolsa Victor Hugo era sinônimo de status. A marca brasileira de acessórios era presença garantida no braço de celebridades, desfilava em editoriais de moda e chegou a abrir loja em Nova York. Agora, a grife enfrenta um pedido de falência movido pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e pela Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro.

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Victor Hugo foi referência em acessórios de luxo nos anos 2000

A estratégia do grupo

A Justiça do Rio aceitou o pedido no início de fevereiro, atingindo três empresas do grupo, incluindo a Brasilcraft. A dívida ultrapassa R$ 1,2 bilhão, sendo cerca de R$ 900 milhões devidos à União e mais de R$ 355 milhões ao estado do Rio de Janeiro.

O grupo é acusado de usar a inadimplência como estratégia de negócio. Segundo a denúncia, existe um esquema de transferência da marca Victor Hugo para empresas offshore em paraísos fiscais, como Uruguai e Belize. As investigações mostram ainda movimentações de patrimônio entre as empresas da rede para fugir das cobranças. Desde a fundação, em 1980, foram registradas pelo menos 10 mudanças societárias.

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A marca brasileira de bolsas já teve bens bloqueados pela Justiça em 2019 por dívidas tributárias

 

Histórico de dívidas

O problema não é recente. Em janeiro de 2019, a Justiça já havia bloqueado bens da marca por dívidas que ultrapassavam R$ 300 milhões. Na época, foram bloqueados pagamentos de vendas e o fundador Victor Hugo Alves Gonzalez foi proibido de vender a marca. Desde então, a dívida só cresceu. Em dezembro de 2025, houve ainda uma tentativa de transferir bens para uma empresa controlada por capital estrangeiro.

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Grife que teve loja em Nova York agora enfrenta cobrança bilionária

 

O procurador-geral do estado, Renan Saad, afirmou que a medida só foi tomada após várias tentativas de negociação. Segundo ele, o grupo não demonstrou interesse em pagar o que deve. As procuradorias pediram também que o grupo seja proibido de vender seus bens e que as lojas continuem funcionando sob nova gestão para preservar empregos.

O caso marca um endurecimento contra grandes devedores e pode abrir caminho para ações semelhantes no mercado brasileiro. O que antes era uma das marcas mais desejadas da moda nacional agora virou exemplo de dívida bilionária.

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Apesar da dívida, pedido prevê continuidade das operações para manter empregos

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