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Ilca Maria Estevão

Crochê, tricô e costura: Casa da Vivi é referência em Brasília

Espaço na Asa Sul oferece materiais para trabalhos manuais, além de realizar cursos que formam uma verdadeira comunidade

, 23/02/2024 02:00, atualizado 23/02/2024 16:28
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Casa da Vivi/Divulgação
casa da vivi crochê gavetas - metrópoles

Um refúgio para quem busca um escape do ritmo frenético da capital federal se encontra na Asa Sul. A Casa da Vivi é um local onde a venda de fios, tecidos e acessórios para tricô, crochê e costura se transforma em uma experiência de inspiração e convívio entre entusiastas.

Vem conhecer!

fachada casa da vivi crochê - metrópoles
Casa da Vivi, na 112 Sul

Fundada pela jornalista Viviane Basile, a casa é a manifestação de uma arte descoberta por ela nos momentos mais difíceis. Seu árduo trabalho na capital incluía cobrir os corredores do poder, com pautas de política e economia. A repórter e apresentadora buscou, nos tecidos, um acalanto para a rotina agitada. “A costura trazia uma doçura, uma beleza, uma poesia que não havia no meu trabalho. Era um jeito de aguçar um outro tipo de criatividade”, conta Viviane.

A descoberta do tricô veio em 2015, ao morar em Washington, nos Estados Unidos, e se deparar com o inverno rigoroso. Nos três anos em que morou no estado que faz divisa com o Canadá, ela aprendeu e se aprofundou na técnica, que trouxe de volta a Brasília, determinada a empreender na área. Em 2019, a Casa da Vivi foi inaugurada na 312 Sul.

“Não é um ateliê, mas também não é um armarinho. É um local para cursos, venda de materiais e o mais importante: um ponto de encontro de quem aprecia o trabalho manual”, compartilha a proprietária.

Na casa, as fibras naturais se destacam: linho, lã merino, cashmere, bambu, seda e mohair. São fios nacionais e importados que chamam a atenção do público brasiliense que tem o crochê e outras técnicas manuais como trabalho ou hobby, e fez da Casa da Vivi referência na cidade.

Viviane Basile: na imagem, ela está crochetando com fios rosa - Metrópoles
Viviane Basile descobriu no tricô um descanso para a agitada rotina
casa da vivi crochê Viviane Basile - metrópoles
O empreendimento surgiu a partir do hobby e virou ponto de encontro para quem curte trabalhos manuais
casa da vivi crochê - metrópoles
Interior da acolhedora loja
casa da vivi crochê - metrópoles
Fios à venda na Casa da Vivi

Crochê, cursos e uma vida sem pressa

O lema da loja, “Uma vida sem pressa”, é respeitado em cada processo da Casa da Vivi. É um convite para desacelerar, para dar tempo ao tempo da vida e reservar alguns minutos do dia para tricotar uma peça. “Aprendi a valorizar e aproveitar cada momento. Trabalho e estudo bastante, mas sem correria. Alguns dias serão mais difíceis, mas precisamos saber desacelerar quando possível. O trabalho manual nos ensina sobre isso”, explica Viviane.

Assim como aprendeu nos Estados Unidos, Vivi realiza cursos individuais e em grupo na casa, onde ensina costura, bordado, crochê e tricô. Ela troca saberes com pessoas de todos os níveis de experiência.

“O manual, como qualquer outra atividade intelectual, exige estudo, aprofundamento, leitura, pesquisa. É claro que existe o talento. Mas acreditamos que qualquer pessoa pode aprender se estiver disposta a se dedicar”, compartilha.

Além do acolhedor espaço físico, a Casa da Vivi está presente on-line. Na plataforma, compartilha não apenas os produtos, mas também receitas, mimos para casa e papelaria, criando uma comunidade que se une além dos encontros presenciais.

casa da vivi crochê - metrópoles
Viviane encontrou uma vida sem pressa nos trabalhos manuais
casa da vivi crochê - metrópoles
Cursos são oferecidos em grupo e individualmente
casa da vivi crochê - metrópoles
Oficina de crochê

Moda Brasília

coluna deu início à série Moda Brasília em 2021. Toda semana, apresentamos marcas, designers e etiquetas locais, a fim de dar ênfase à moda criada no Distrito Federal, no Centro-Oeste.

O objetivo é compilar iniciativas e empresas que atuam em prol da cadeia produtiva regional de maneira criativa, sustentável e inovadora. Os nomes são selecionados de forma independente pela equipe da coluna, a partir de critérios como diferencial de mercado, pioneirismo e ações que valorizem a comunidade.