
Bélgica homenageia surrealismo de René Magritte em camisa da Copa 2026
No jogo em que eliminou os EUA e garantiu uma vaga nas quartas de final, a Bélgica também se destacou pelo uniforme usado em campo

Um dos principais nomes do surrealismo serviu de inspiração para uma das camisas mais elogiadas da Copa do Mundo 2026. Em parceria com a Adidas, a Bélgica homenageou o pintor René Magritte no segundo uniforme de campo para o Mundial. Após eliminarem os Estados Unidos e garantirem uma vaga nas quartas de final, os jogadores se destacaram também pelo design azul-claro e cor-de-rosa usado durante a partida. Desde a estampa até os detalhes na gola da camisa, o trabalho do artista belga deu sequência à tradição da equipe de levar referências culturais aos uniformes do campeonato.
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Referências na camisa
Desenvolvida pela Adidas para a Copa do Mundo 2026, a peça faz referências diretas ao universo visual de René Magritte, traduzindo sua linguagem para o futebol sem abrir mão da identidade contemporânea do design esportivo.

A citação mais evidente aparece na gola. Na parte de trás, a frase “Ceci n’est pas un maillot” (“Isto não é uma camisa”, em tradução livre) faz uma releitura de A Traição das Imagens (1928–1929), obra em que Magritte retrata um cachimbo acompanhado da inscrição “Ceci n’est pas une pipe” (“Isto não é um cachimbo”).


As referências continuam na estampa. O azul predominante remete aos céus amplos e oníricos que figuram inúmeras pinturas de Magritte, enquanto formas circulares reinterpretam símbolos recorrentes de sua produção, como maçãs, luas e sóis, convertidos em bolas de futebol. Já as linhas horizontais evocam as marcações do gramado, criando um diálogo entre arte e esporte.
Quem foi René Magritte
Considerado um dos principais representantes do surrealismo belga, o trabalho do pintor une imagens simples, porém, apresentadas em contextos inusitados e combinações inesperadas.
A influência de Magritte ultrapassou o universo das artes plásticas e chegou à moda, ao design, à publicidade e à cultura pop. Marcas de luxo e esportivas recorrem frequentemente ao seu repertório visual, seja por meio dos céus azuis repletos de nuvens, das maçãs flutuantes ou dos truques de linguagem que se tornaram sua assinatura.














