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Ilca Maria Estevão

Acionistas da Nike negam melhorias a trabalhadores em países de risco

O projeto rejeitado surgiu seguido de críticas aos posicionamentos recentes da marca norte-americana

, 14/09/2024 15:30, atualizado 14/09/2024 20:56
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Li Hongbo/VCG via Getty Images
A imagem mostra a logo da Nike sob um edifício espelhado.

Nesta semana, a Nike anunciou que refutou uma proposta de melhorias para trabalhadores em países de alto risco. A atitude foi tomada com a orientação do conselho da empresa de moda esportiva, sob o argumento de que a companhia já havia formulado metodologias para controlar as questões trabalhistas.

Vem entender!

Duas moças vestindo trajes roxos seguram calçados branços com o logo da Nike em vermelho
Cerca de 80% dos calçados da Nike são fabricados em países asiáticos, como a Tailândia

Nike pressionada por mais direitos trabalhistas

O projeto foi apresentado pelo Domini Impact Equity Fund, entidade integrante de um grupo formado por mais mais de 60 investidores que cobraram a Nike sobre pagamentos em atraso, na Tailândia e no Camboja, no valor total de US$ 2,2 milhões. A associação também solicitou justificativas sobre o Acordo do Paquistão, que engloba pautas de saúde e segurança entre sindicatos dos trabalhadores e marcas, assinado por Adidas e Puma, porém rejeitado pela Nike.

Em contrapartida, um fundo de investimentos da Noruega — o nono maior acionista da Nike — apoiou a proposta e se manifestou contrário a um projeto de remuneração dos executivos, que prevê US$ 29,2 milhões para o CEO, John Donahoe, neste ano. Os shareholders do país escandinavo apontaram o pagamento como excessivo.

A imagem mostra um homem vestindo um terno. Sentado e olhando para a câmera, ele olha para o lado esquerdo enquanto fala.
Donahoe ocupa o cargo de CEO desde 2020
A imagem mostra a logo da Nike transmitida em uma tela em um centro de investimentos com outros dados passando por diversas telas, também exibidas na foto
Em junho, a Nike teve a maior queda em ações desde que abriu capital, em 1980

A Nike tem passado por um momento crítico: está enfrentando uma possível queda nas receitas para 2025, prevista por analistas de Wall Street, em Nova York, nos Estados Unidos. Esse cenário é enfatizado também pela procura do público por etiquetas alternativas, como uma forma de reação à falta de inovação nos produtos da empresa.

Desde o começo deste ano, a marca lida com diminuição nas vendas. A situação foi evidenciada em fevereiro, quando 1600 funcionários foram demitidos em um corte de gastos. Em agosto, a empresa também foi citada como uma das empresas que recuaram nas metas de sustentabilidade, o que gerou uma série de críticas sobre os recentes posicionamentos.