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Igor Gadelha

Vice de Lira pede a Valdemar "licença" para não apoiar Bolsonaro

Presidente do PL divulgou vídeo convidando publicamente o presidente da República a ingressar na legenda

, 25/10/2021 17:36, atualizado 25/10/2021 17:41
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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Marcelo Ramos

O vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), pediu uma espécie de “licença” ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para não precisar apoiar Jair Bolsonaro em 2022, caso o presidente da República se filie ao partido para disputar a reeleição.

Em conversa recente, o vice de Arthur Lira no comando da Câmara deixou claro a Valdemar ser contrário a filiação de Bolsonaro. Também colocou que, para continuar no PL, precisaria do aval do dirigente partidário para continuar criticando o presidente da República.

Nos bastidores, Ramos tem admitido a interlocutores que seu partido tem negociações avançadas para filiar Bolsonaro. Também diz que Valdemar estaria “animado” com a possibilidade. Nesta segunda-feira (25/10), o dirigente divulgou um vídeo “reiterando” o convite para que o presidente se filie ao PL.

Como a coluna noticiou na semana passada, em conversas com integrantes do PL, Valdemar é pragmático e prevê que a sigla conseguirá eleger mais deputados federais em 2022 se ficar com Bolsonaro do que se apoiar o ex-presidente Lula. Quanto mais deputados eleger, maior será a fatia do fundo partidário que a sigla terá direito.

Segundo aliados, o presidente nacional do PL tem feito a seguinte conta: se a legenda apoiar Lula na disputa pelo Planalto, conseguiria eleger cerca de 30 deputados federais; já com Bolsonaro disputando a reeleição pelo PL, esse número chegaria a 60 parlamentares.

E se o PL apoiar Bolsonaro, e Lula ganhar a disputa? Valdemar não vê problemas. Ele já deixou claro a aliados que a sigla será governo quem quer que seja o eleito. E que quanto mais deputados tiver, maior será o poder de barganha do partido junto ao governo.

Por enquanto, Bolsonaro ainda não decidiu por qual partido irá concorrer nas eleições do ano que vem. Além da legenda comandada por Valdemar, o presidente da República negocia com o Progressistas. Nos bastidores, costuma dizer estar “noivo” do PP, mas ter um “affair” com o PL.

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