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Igor Gadelha

Com Valdemar em Brasília, Bolsonaro decide despachar em outro QG

Bolsonaro deixou sede do PL em Brasília após chegada de Valdemar nesta segunda-feira (19/2) e avisou que despachará em outro local

19/02/2024 18:13
Breno Esaki/Metrópoles @BrenoEsakiFoto
Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixa prédio da Polícia Federal

Proibidos por Alexandre de Moraes de manter contato, Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto tiveram nesta segunda-feira (19/2) o primeiro teste de fogo em relação à decisão do ministro do STF.

Após dias recluso em São Paulo com a família, o presidente do PL desembarcou em Brasília nesta segunda e foi direto despachar na sede do partido, onde Bolsonaro também mantém um escritório.

Valdemar chegou ao local na hora do almoço. O ex-presidente da República estava no local no momento. Assim que soube que o dirigente chegou à sede do PL, porém, Bolsonaro deixou seu escritório.

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Com receio de ser acusado de descumprir a ordem de Moraes, o ex-presidente avisou a auxiliares que não pretende despachar de seu escritório na sede do partido nos dias em que Valdemar estiver por lá.

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Na terça-feira (20/2), por exemplo, Bolsonaro decidiu despachar de sua casa, localizada em um condomínio no bairro Jardim Botânico, bairro nobre de Brasília.

Bolsonaro aciona advogados

O ex-presidente também pediu a advogados para protocolarem uma petição no Supremo questionando se ele pode despachar de seu escritório na sede do PL quando Valdemar estiver lá.

Os gabinetes de Valdemar e de Bolsonaro ficam em salas separadas, mas estão localizados no mesmo andar do edifício Brasil 21, região central de Brasília. O prédio é repleto de câmeras de segurança.

A decisão de Moraes

A decisão de Moraes foi dada no âmbito do inquérito que investiga suposta organização criminosa que atuou na tentativa de “golpe de Estado” para manter Bolsonaro no poder, após a derrota na eleição de 2022.

A ordem do ministro do Supremo, inclusive, levou Marcelo Bessa, principal advogado de Valdemar, a renunciar aos casos em que defendia Bolsonaro no Supremo.