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Igor Gadelha

O acordo entre Gleisi e o tesoureiro de Lula para um ministério no Planalto

Tesoureiro do PT e Gleisi Hoffmann têm acordo de revezamento envolvendo um ministério no Planalto no governo Lula e o comando do partido

19/12/2022 16:00, atualizado 19/12/2022 18:39
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
A presidente do PT e membro da equipe de transição do governo Lula, Gleisi Hoffman, discursa diante de microfone no CCBB - Metrópoles

O presidente eleito Lula deve anunciar nesta semana o deputado federal, tesoureiro da campanha de 2022 e um dos vice-presidentes nacionais do PT, Márcio Macêdo (SE), como futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência, pasta com assento no Palácio do Planalto.

A articulação para alça-lo ao ministério foi comandada diretamente pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann. Os dois, segundo apurou a coluna com parlamentares petistas, fizeram um acordo.

O acerto prevê que Macêdo “esquente” a cadeira no ministério para Gleisi assumir quando acabar o mandato dela como presidente do PT, 2023. Em troca, Macedo deve assumir o comando do partido no lugar dela.

Lula, como antecipou a coluna em novembro, decidiu deixar Gleisi de fora de seu ministério no início do governo, para evitar uma disputa pela direção do PT. Ela só deve virar ministra após deixar a presidência da sigla.

No governo Lula, a Secretaria-Geral da Presidência cuidará não só da burocracia do Palácio do Planalto e da rotina e viagens do presidente. A pasta também deverá ser responsável pela interlocução do governo com os movimentos sociais.

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