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Igor Gadelha

Tarifaço: Lula ignora audiência apostando em canal direto com Trump

Avaliação no governo Lula é de que audiência sobre tarifaço será apenas para quem não tem canal direto com gestão Trump

23/06/2026 12:53, atualizado 23/06/2026 12:57
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Tarifaço: Lula ignora audiência apostando em canal direto com Trump
Tarifaço: Lula ignora audiência apostando em canal direto com Trump

O governo Lula ignorou a audiência pública que será realizada pela gestão Donald Trump em 6 de julho, nos Estados Unidos, para discutir a proposta de um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os americanos.

A audiência ganhou relevância nas últimas horas após o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciar que se inscreveu para falar contra o tarifaço e que nenhum representante do governo Lula havia pedido para discursar.

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Lula e Trump em encontro na Casa Branca
Presidente Lula
Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca
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Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca

Divulgação/Donald Trumo
Lula e Trump em encontro na Casa Branca
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Lula e Trump em encontro na Casa Branca

Ricardo Stuckert/Presidência da República
Presidente Lula
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Presidente Lula

Ricardo Stuckert / PR

Segundo ministros e auxiliares de Lula, o governo brasileiro ignorou a audiência por já manter um canal direto e permanente de negociação com a gestão Trump sobre a ameaça de um novo tarifaço contra importações do Brasil.

Esse canal foi criado durante a reunião entre Lula e Trump na Casa Branca em maio. Desde então, representantes dos dois governos mantêm interlocução constante, por meio da qual o Brasil já apresentou seus argumentos contra o tarifaço.

Nesse cenário, o Planalto avalia que não há motivo para participar da audiência. A avaliação é de que o evento serviria apenas para empresários e outros atores que não têm um canal direto de interlocução com o governo Trump.

Para auxiliares de Lula, Flávio Bolsonaro decidiu participar da audiência por motivações políticas. A leitura é de que o senador usará o evento para afastar a narrativa de que o clã Bolsonaro seria um dos responsáveis pelo tarifaço.

Em 2025, vale lembrar, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, defendeu o primeiro tarifaço imposto contra produtos brasileiros como uma medida “legítima” do governo Trump.

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