Igor Gadelha

Solução usada na pandemia pode “driblar” obstrução de bolsonaristas

Parlamentares bolsonaristas ocupam os plenários da Câmara e do Senado há mais de 24h, para pressionar pela anistia e impeachment de Moraes

atualizado

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Leopoldo Silva/Agência Senado
Votação remota no Senado
1 de 1 Votação remota no Senado - Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

As cúpulas da Câmara e do Senado avaliam recorrer a um expediente usado na pandemia para “driblar” a invasão dos plenários por bolsonaristas, que pressionam pela anistia e pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

A ideia, de acordo com lideranças parlamentares ouvidas pela coluna, seria deixar que os aliados de Jair Bolsonaro continuem a invasão dos plenários e realizar as votações na Câmara por meio de votação remota.

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Votação remota no Senado
Imagem colorida de deputados da oposição ocupando a mesa da Câmara - Reprodução/Redes Sociais
"Só sairemos daqui (mesa diretora da CD) quando anistia e fim do foro forem votados no plenário da Câmara dos Deputados", escreveu o deputado Sanderson no X / X @DepSanderson
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"Só sairemos daqui (mesa diretora da CD) quando anistia e fim do foro forem votados no plenário da Câmara dos Deputados", escreveu o deputado Sanderson no X / X @DepSanderson

Votação remota no Senado
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Votação remota no Senado

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Imagem colorida de deputados da oposição ocupando a mesa da Câmara - Reprodução/Redes Sociais
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Imagem colorida de deputados da oposição ocupando a mesa da Câmara - Reprodução/Redes Sociais

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No caso do Senado, já há até mesmo uma estrutura montada que dispensa a utilização do plenário, atualmente ocupado por senadores bolsonaristas, como Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta (PL-ES).

Já na Câmara, as sessões remotas durante a pandemia eram conduzidas a partir do plenário da Casa, com o uso do aplicativo Infoleg, que permitia aos deputados votarem de casa.

Agora, porém, a cúpula da Câmara já avalia montar uma estrutura para o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) conduzir as sessões de uma das salas das comissões temáticas da Casa.

Ocupação bolsonarista

Deputados e senadores bolsonaristas ocupam, há mais de 24 horas, as mesas diretoras da Câmara e do Senado. Eles têm se revezado para não deixar nenhum dos plenários desocupados.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passaram a quarta-feira (6/8) reunidos com lideranças na tentativa de encontrar uma solução para o impasse.

Entre os petistas, há quem defenda até mesmo o uso da Polícia Legislativa para liberar os plenários. Já os bolsonaristas prometem manter as ocupações até que suas demandas sejam atendidas.

Atualização: Horas após a publicação da matéria, Alcolumbre anunciou que a sessão do Senado desta quinta-feira (7/8) será remota, sem a necessidade de utilizar o plenário da Casa.

“Determinei que a sessão deliberativa do Senado Federal de amanhã, quinta-feira (7), seja realizada temporariamente em sistema remoto. A decisão tem por objetivo garantir o funcionamento da Casa e impedir que a pauta legislativa, que pertence ao povo brasileiro, seja paralisada”, disse o presidente do Senado em nota.

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