
Quaest: desaprovação de Lula preocupa aliados, que defendem mudanças
Segundo pesquisa Quaest, desaprovação do governo Lula atingiu 50%, crescendo até mesmo na região Nordeste e entre jovens

A taxa de desaprovação do governo Lula foi o dado que mais preocupou aliados e auxiliares do presidente na pesquisa Quaest divulgada na noite da segunda-feira (7/9). O levantamento mostrou que a rejeição à gestão petista chegou a 50%. Já a aprovação foi para 43%.
Além do alto patamar de desaprovação, aliados de Lula chamam atenção para a trajetória dos números. Desde julho, a avaliação positiva do governo petista caiu de 47% para 43%. No mesmo período, a avaliação negativa foi de 48% para 50%.
O sinal de alerta se espalhou por segmentos considerados estratégicos para Lula. No Nordeste, região historicamente mais favorável ao presidente, a desaprovação subiu de 29% para 35% desde julho. Entre os homens, o índice passou de 50% para 57%.
Entre os jovens, outro grupo importante para Lula, a desaprovação do governo também avançou de forma significativa, indo de 48% para 55%. A única melhora relevante ocorreu entre as mulheres, segmento em que a desaprovação foi de 50% para 47%.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaPara o professor Felipe Nunes, diretor da Quaest, os números representam um alerta direto para os planos de reeleição de Lula em 2026. Ele lembra que, em outros governos, a aprovação do presidente apresentava tendência de melhora.
“O patamar de aprovação de um governo é um dos principais preditores de sucesso eleitoral. Neste nível de desaprovação, as chances de reeleição de Lula caem para menos de 50%”, afirmou.
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Ver todasNa avaliação de Nunes, um dos fatores que ajudam a explicar esse cenário seria o endividamento das famílias. “O período de piora da aprovação coincide com o intervalo (julho a setembro) em que mais brasileiros voltaram a reclamar de muitas dívidas”, explicou.
Moraes e Vorcaro
Além da economia, aliados de Lula avaliam que o desgaste provocado pelas mensagens que revelaram a relação próxima entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro também pode ter prejudicado a imagem do presidente da República.
Na avaliação de interlocutores do presidente, a imagem de Moraes está muito associada à de Lula, especialmente entre os eleitores mais críticos ao governo. Por isso, a exposição da relação entre o ministro e Vorcaro pode ter respingado no presidente.
Ciente disso, o próprio Lula procurou se descolar do ministro. Em vídeo divulgado na semana passada, o presidente defendeu que as investigações avancem “doa a quem doer”, numa tentativa de reforçar a mensagem de que não pretende interferir nas apurações.
Para aliados, o resultado da Quaest indica que é preciso mudar a estratégia de campanha. Na avaliação de um auxiliar do petista, é preciso explorar mais as diferenças entre os governos Lula e Bolsonaro e que Flávio não teria experiência para ser presidente.









