
Igor GadelhaColunas

Prisão de Bolsonaro fará Tarcísio rever planos de visita ao ex-presidente
Governador Tarcísio de Freitas planejava visitar Bolsonaro na quinta-feira (7/8), mas terá de rever planos após prisão do ex-presidente
atualizado
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), planejava visitar Jair Bolsonaro (PL) na quinta-feira (7/8), em Brasília.
Os planos tinham sido feitos por Tarcísio antes de o ministro do STF Alexandre de Moraes determinar a prisão domiciliar do ex-presidente.
Após a decisão de Moraes na segunda-feira (4/8), porém, a conversa entre eles virou incerta. Isso porque Bolsonaro está proibido de receber visitas.
Segundo a decisão de Moraes, o ex-presidente só poderá receber visitas de advogados constituídos ou de quem o ministro do STF autorizar previamente.
A decisão de Moraes é consequência do descumprimento, pelo ex-presidente, de medidas cautelares anteriormente impostas.
Segundo Moraes, Bolsonaro teria violado regras ao manter comunicação com aliados políticos e incentivar manifestações públicas por meios indiretos.
Para Tarcísio, prisão é “um absurdo”
Em postagem nas redes sociais, Tarcísio classificou a prisão de Bolsonaro como “um absurdo”. O governador, contudo, evitou criticar Moraes.
Veja o que disse Tarcísio:
“A prisão de Jair Bolsonaro é um absurdo. A verdade é que Bolsonaro foi julgado e condenado muito antes de tudo isso começar. Uma tentativa de golpe que não aconteceu, um crime que não existiu e acusações que ninguém consegue provar.
Vale a pena acabar com a democracia sob o pretexto de salvá-la? Será que não está claro que estamos avançando em cima de garantias individuais? Já passou da hora das instituições tomarem iniciativas para desescalar a crise, acabarem com uma disputa que resulta em soma zero, que mostra incapacidade de resolver e mediar conflitos, que não gera outro efeito senão a perda de confiança.
Hoje, cada um dos brasileiros de bem que acredita na liberdade, na democracia e na justiça, está sendo punido também. Mas saibam, não vão calar o movimento. Força, presidente. Estamos com você”.







