
Igor GadelhaColunas

Além da saúde, Tarcísio não foi a ato na Paulista por outros 2 motivos
Procedimento na tireoide não foi o único motivo pelo qual governador Tarcísio de Freitas se ausentou do ato bolsonarista na Av. Paulista no domingo (3/8)
atualizado
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O procedimento cirúrgico na tireoide foi um dos principais motivos pelos quais o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não compareceu à manifestação na Avenida Paulista, no domingo (3/8). Mas não foi o único.
Tarcísio, segundo aliados próximos, também resistiu a comparecer ao ato por outros dois motivos: 1) o tarifaço imposto por Donald Trump a importações brasileiras; e 2) as sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
Em conversas com aliados, Tarcísio explicou que marcou a radioablação da tireoide antes mesmo da convocação do protesto. O procedimento foi realizado no domingo porque aquele seria o único dia que o médico poderia.
Mesmo que tivesse feito a radioablação no sábado (2/8), o governador de São Paulo também teria dificuldades em comparecer ao ato na Avenida Paulista no dia seguinte, porque ainda estaria se recuperando do procedimento.
Para além da saúde, contudo, Tarcísio admitiu, segundo aliados, que ficaria ruim para ele comparecer a um ato em que as pessoas exaltariam o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio ao tarifaço.
A auxiliares, o governador paulista ressaltou que a ampla maioria da população brasileira é contra o tarifaço, de acordo com pesquisas recentes. Nesse cenário, a presença na manifestação poderia prejudicar a imagem de Tarcísio.
O governador, segundo aliados, também não se sentiu confortável em comparecer a um ato em defesa do impeachment de Moraes, sobretudo em meio às sanções dos EUA ao ministro do STF; dessa vez, com a chamada Lei Magnitsky.
Em conversas com auxiliares, o governador avaliou que sua presença poderia prejudicar São Paulo em julgamentos de interesse do estado no Supremo. “Sou pacificador, não sou da guerra”, disse Tarcísio, segundo relatos.
A ausência do governador foi duramente criticada pelo pastor Silas Malafaia, principal organizador do ato na Paulista. Mas, segundo auxiliares, Tarcísio não pretende responder publicamente as críticas do religioso.







