PRF de Bolsonaro faz elogio que Ernesto não fez

Em ofício enviado à CPI da Covid, a Polícia Rodoviária Federal fez um elogio à Venezuela por ter enviado oxigênio a Manaus durante o colapso

atualizado 04/06/2021 17:31

Itamaraty pediu insumos para produzir cloroquina, diz Ernesto AraújoRafaela Felicciano/Metrópoles

Em documento à CPI da Covid-19 do Senado, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) elogiou a ajuda humanitária que a Venezuela enviou ao Amazonas durante o colapso da saúde no Estado, algo que o ex-chanceler Ernesto Araújo se recusou a fazer na comissão.

O ofício, ao qual a coluna teve acesso, foi enviado em resposta a um requerimento por meio do qual a oposição questionou se a PRF havia feito monitoramento de redes sociais para reduzir danos à imagem do governo federal durante a crise em Manaus.

Na resposta, a corporação não só negou ter realizado “qualquer espécie de monitoramento” como, no parágrafo seguinte, ressaltou a ajuda de anônimos e de outros países e estados que enviaram cilindros de oxigênio a Manaus no início do ano.

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“Ressalta-se que o estado do Amazonas vivia, à época, uma crise sanitária por ausência de oxigênio nos hospitais públicos e privados”, diz a PRF no ofício, que é assinado pelo superintendente da corporação no Amazonas, Benjamin Affonso Netto.

“E graças à ajuda humanitária de vários anônimos e de outros estados e país vizinho, entre os quais, o estado de Rondônia e a Venezuela, a cidade de Manaus/AM passou a receber, por meio das rodovias federais, alguns insumos para tentar amenizar a situação”, completou a PRF.

O documento foi enviado em 16 de maio. Dois dias depois, ao falar à CPI, Ernesto Araújo reconheceu que não só não pediu como não agradeceu ao governo venezuelano, bastante criticado pelo presidente Jair Bolsonaro, pelo envio do oxigênio a Manaus.

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