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Igor Gadelha

PP diz que Bolsonaro vetou Baldy por causa de Caiado, e não de Doria

Presidente Jair Bolsonaro vetou a nomeação do ex-ministro Alexandre Baldy (PP-GO) para um cargo no Ministério da Economia

06/12/2021 11:28
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o presidente Jair Bolsonaro

Integrantes da cúpula do Progressistas dizem, nos bastidores, que Jair Bolsonaro teria vetado a ida do ex-deputado Alexandre Baldy (PP-GO) para o Ministério da Economia por causa do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), e não do governador paulista, João Doria (PSDB), provável adversário do presidente em 2022.

Ex-ministro da Cidades do governo Temer, Baldy havia sido indicado para ocupar um posto de articulação política na equipe econômica pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira. O acerto ocorreu na semana passada diretamente entre Ciro, que comanda o Progressistas, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

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Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, comanda o Progressistas
O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a afirmar que a matéria "caiu em mãos erradas" no Senado
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-presidente Jair Bolsonaro
Ex-secretário do governo  João Doria, Alexandre Baldy (PP-GO) assumiria um cargo de articulação política no Ministério da Economia, mas a nomeação acabou vetada pelo presidente Jair Bolsonaro
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Ex-secretário do governo João Doria, Alexandre Baldy (PP-GO) assumiria um cargo de articulação política no Ministério da Economia, mas a nomeação acabou vetada pelo presidente Jair Bolsonaro

Reprodução
Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, comanda o Progressistas
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Ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, comanda o Progressistas

Igo Estrela/Metrópoles
O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a afirmar que a matéria "caiu em mãos erradas" no Senado
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a afirmar que a matéria "caiu em mãos erradas" no Senado

Andressa Anholete/Getty Images
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-presidente Jair Bolsonaro
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-presidente Jair Bolsonaro

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Guedes recorreu a Ciro sob o argumento de que precisa reforçar a articulação política na pasta após perder dois de seus principais interlocutores com o Congresso: Esteves Colnago, que assumiu a Secretaria do Tesouro, e Daniella Marques, que assumirá a Secretaria de Produtividade e Competitividade em breve.

No fim de semana, porém, Bolsonaro proibiu a nomeação de Baldy. Nos bastidores, auxiliares do presidente no Palácio do Planalto alegaram que o veto foi motivado pelo falto de Baldy ser aliado de Doria. O ex-ministro foi secretário de Transportes Metropolitanos de Doria até outubro, quando pediu demissão.

Dirigentes do Progressistas disseram à coluna, contudo, que Bolsonaro vetou Baldy, na verdade, em razão da provável aliança dele com o governador de Goiás em 2022. Baldy quer ser candidato ao Senado em 2022 na chapa de Caiado, que tentará reeleição para o governo do estado.

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Segundo a cúpula do Progressistas, o presidente avisou que só daria o aval à nomeação de Baldy caso ele rompa com Caiado e se alie ao deputado Vitor Hugo (PSL-GO), aliado de Bolsonaro. O pedido foi para que Baldy seja candidato ao Senado na chapa de Vitor Hugo, que quer disputar o governo de Goiás em 2022.

Integrantes da direção do Progressistas dizem que a questão ficou para ser resolvida por Ciro Nogueira com Bolsonaro ao longo desta semana. De qualquer forma, parlamentares do partido relatam que o episódio do veto deixou um “mal estar” entre Bolsonaro e a legenda.

Interlocutores de Ciro Nogueira fazem questão de ressaltar, nos bastidores, que Baldy muito ligado ao ministro da Casa Civil e ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Lembram que ele só assumiu a secretária no governo Doria por indicação de Ciro Nogueira.