Por que a CPMI do INSS pode ser um tiro pela culatra em bolsonaristas

Defendida por bolsonaristas, CPI mista do INSS no Congresso pode acabar virando um tiro pela culatra para os aliados de Jair Bolsonaro

atualizado

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Relatório final da CPMI do 8 de Janeiro, apresentado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) é votado e aprovado por 20 votos a 11 5
1 de 1 Relatório final da CPMI do 8 de Janeiro, apresentado pela senadora Eliziane Gama (PSD-MA) é votado e aprovado por 20 votos a 11 5 - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A CPI mista do INSS, que já conta com assinaturas de 236 deputados e 42 senadores, pode virar um tiro pela culatra para a bancada bolsonarista do Congresso Nacional, principal entusiasta da instalação da comissão.

Isso porque, pela conta dos próprios bolsonaristas, o governo Lula deverá ter maioria na CPMI, considerando a atual configuração do Senado, de forma parecida com o que aconteceu na CPMI do 8 de Janeiro na Casa.

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Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante
Deputada Coronel Fernanda (PL-MT), alvo de inquérito no STF
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Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante
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Líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputada Coronel Fernanda (PL-MT), alvo de inquérito no STF
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Deputada Coronel Fernanda (PL-MT), alvo de inquérito no STF

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Dessa forma, a avaliação é de que o Planalto pode ter a “faca e o queijo na mão” para controlar o rumo da CPI e, dessa forma, atuar para jogar as fraudes que atingiram aposentados do INSS no colo do governo Bolsonaro.

A situação seria diferente caso a CPI ocorresse só na Câmara, onde os aliados de Bolsonaro calculam que teriam maioria. Dessa forma, seria mais fácil atingir o objetivo de pressionar o governo Lula com as fraudes no INSS.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no entanto, sinalizou que não pretende manobrar para passar o pedido de CPI do INSS na frente dos outros 12 requerimentos de CPI que aguardam na fila.

Já a CPMI está nas mãos do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador já marcou uma sessão conjunta da Câmara e do Senado para 17 de junho, quando deve ler o pedido da CPI mista do INSS.

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