Notícias, furos e bastidores de política e economia. Com Gustavo Zucchi

Plano B para Auxílio Brasil envolve novo “orçamento de guerra”

Mais cedo, presidente sinalizou ter alternativa para bancar benefício, caso PEC dos Precatórios não seja aprovada

atualizado 30/10/2021 18:34

presidente bolsonaro militar exercito plano de guerraMichael Melo/Metrópoles

Enviado especial a Roma — Embora publicamente evite falar em plano B, o governo federal já trabalha, nos bastidores, com alternativas para bancar o Auxílio Brasil de R$ 400 em 2022, caso a PEC dos Precatórios não seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo apurou a coluna com fontes do governo que acompanham o tema, uma das opções em estudo seria o governo editar um novo decreto de calamidade pública por causa da pandemia e abrir um novo “orçamento de guerra”.

A medida, a qual o governo federal recorreu no início da pandemia, permite a União criar um orçamento paralelo, fora do teto de gastos, regra que impede as despesas do Executivo de crescerem acima da inflação anterior.

Em entrevista à imprensa mais cedo em Roma, onde participa da cúpula do G20, Bolsonaro se disse “preocupado” com a dificuldade do governo em aprovar a PEC dos Precatórios no Congresso e sinalizou ter um plano B.

“Sou paraquedista. Sempre tenho paraquedas reserva comigo, mas com muita responsabilidade”, afirmou o presidente, reforçando na sequência: “Quem raciocina, quem tem inteligência, sempre tem um plano B”.

Bolsonaro disse, porém, que não poderia falar diretamente de plano B, para não quer causar “rumor no mercado”, o qual criticou. “O mercado tem que entender que, se o Brasil for mal, eles vão se dar mal também”, declarou.

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