
Igor GadelhaColunas

Planalto já calcula impacto do voto de Fux na anistia
Integrantes do Planalto preveem, nos bastidores, que voto de Luiz Fux contra condenação de Bolsonaro ajudará na pressão pela anistia
atualizado
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Integrantes do Palácio do Planalto já calculam o impacto do voto do ministro do STF Luiz Fux pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na pressão pela anistia no Congresso Nacional.
Auxiliares do presidente Lula admitem, nos bastidores, que o voto do magistrado fortaleceu e “deu um gás” aos deputados bolsonaristas na ofensiva para votar o projeto da anistia ao 8 de Janeiro.
A avaliação de assessores palacianos é de que os parlamentares vão usar os argumentos de Fux para pressionar especialmente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar a anistia na próxima semana.
Em seu voto, Fux acatar algumas preliminares das defesas. Entre elas, as que reconheciam a “incompetência absoluta” do STF para julgar os réus e o cerceamento das defesas por dificuldade de acesso às provas.
Embora reconheçam que a posição de Fux deve pressionar pela anistia, integrantes do Planalto preveem que o voto do ministro não deve interferir no resultado final do julgamento e que Bolsonaro deve ser condenado pelo STF.
Planalto aposta em Alcolumbre
Com a pressão pela anistia, auxiliares de Lula apostam no presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para barrar o projeto. Segundo assessores do petista, o senador nunca demostrou “simpatia” pela proposta.
O próprio presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o governista Otto Alencar (PSD-BA), disse à coluna que não pretende pautar a anistia no colegiado.
“Não vou pautar na CCJ o que não está escrito na Constituição”, disse.







