
Igor GadelhaColunas

O pedido de impeachment contra Fux no Senado
Ministro do STF Luiz Fux tem um pedido de impeachment aberto no Senado há três anos, à espera de um parecer da advocacia da Casa
atualizado
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O ministro do STF Luiz Fux, que abriu divergência no julgamento da trama golpista, tem um pedido de impeachment ainda aberto no Senado, Casa Legislativa com poder de afastar os magistrados do cargo.
O requerimento foi protocolado em 2022 por um advogado. Diferentemente das dezenas de pedidos contra Alexandre de Moraes, o argumento do autor não tem a ver com julgamentos de políticos, como Jair Bolsonaro.
O advogado usou parte dos diálogos da chamada “Vaza Jato” para pedir o impeachment de Fux, então presidente do STF, e de seu sucessor no cargo, ministro Luís Roberto Barroso.
O autor argumenta que os vazamentos mostrariam que Fux esteve em um encontro “secreto” com banqueiros e, posteriormente, deu uma decisão favorável a um banco, quando deveria se declarar suspeito.
“Fui pesquisar umas situações diferentes ocorridas no meu processo e, após análise na rede mundial de computadores, descobri, conforme abaixo relatado, a possibilidade real de haver amizade do Ministro Presidente com os CEOs do mercado financeiro. Isso por conta de uma questão da ‘Vaza Jato’, na qual se menciona o Ministro Luiz Fux em reunião secreta e confidencial com o CEO do Banco Itaú Unibanco — banco no qual litigo na demanda ora apresentada. Esse e outros pontos não são rechaçados e há inércia do Ministro Luiz Fux sobre o tema”, diz o pedido.
Assim como outros pedidos de impeachment de ministros do STF, a ação contra Fux está parada há três anos na Advocacia do Senado, aguardando um parecer. O magistrado se aposentará da Corte em abril de 2028.





