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Igor Gadelha

PL aposta que Motta só pautará anistia após a prisão de Bolsonaro

Após a votação do projeto Antifacção, PL retomará ofensiva para que Hugo Motta paute a anistia, beneficiando Jair Bolsonaro

20/11/2025 07:00, atualizado 20/11/2025 08:27
HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Bolsonaro na saída do hospital DF Star no domingo (14/9)

Após a aprovação do PL Antifacção, lideranças do PL decidiram voltar suas atenções na Câmara para o projeto da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro, o que deve beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na visão de caciques do PL, porém, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), só pautará o projeto após Bolsonaro ser enviado pelo STF para o regime fechado de prisão.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro
Guilherme Derrite e Hugo Motta
O presidente da Câmara, Hugo Motta
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KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Guilherme Derrite e Hugo Motta
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Guilherme Derrite e Hugo Motta

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Como noticiou a coluna, a previsão da defesa de Bolsonaro é de que o ministro Alexandre de Moraes ordene, já na próxima semana, o início do cumprimento da pena do ex-presidente no inquérito do golpe.

Em entrevistas recentes, o próprio Motta admitiu que a anistia voltará ao debate nas próximas semanas. Ele acredita que convencerá o PL a apoiar uma redução das penas, e não a anistia “ampla, geral e irrestrita”.

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No PL, contudo, a hipótese é rejeitada. A sigla crê que terá os votos para aprovar a anistia ampla, e não a “dosimetria das penas” que será proposta pelo relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

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Facções na geladeira

Com a anistia em prioridade, o PL deve suspender, momentaneamente, a articulação para votar outro projeto sobre facções. Dessa vez, equiparando facções com grupos terroristas.

Durante a votação do PL Antifacção, na terça-feira (18/11), Motta impediu destaques sobre o assunto, sob o argumento de que não teriam relação com o texto relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP).