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Igor Gadelha

Senadores querem enterrar um ponto do PL Antifacção; saiba qual

Senadores aliados ao presidente Lula demonstram resistência a pelo menos um ponto do texto do PL Antifacção aprovado pela Câmara

19/11/2025 02:00, atualizado 19/11/2025 06:20
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Senado Federal

Senadores aliados ao governo Lula miram pelo menos um ponto do texto do PL Antifacção aprovado pela Câmara, para tentar derrubá-lo durante a votação do projeto no Senado.

O trecho que será alvo de senadores governistas está relacionado à transferência dos recursos provenientes de bens apreendidos pela Polícia Federal de facções e milícias para fundos estaduais.

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Otto Alencar (PSD) é senador
Plenário do Senado Federal
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O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA)
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O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA)

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Otto Alencar (PSD) é senador

Agência Senado
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Vinícius Schmidt/Metrópoles (@vinicius.foto)
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Na avaliação de senadores, o funcionamento da PF será altamente impactado com a aprovação desse trecho. Atualmente, os bens apreendidos vão diretamente para o orçamento da corporação.

À coluna, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que vai trabalhar para “enterrar em cova profunda” esse ponto da matéria.

“Ainda há trechos que estão sendo utilizados como ferramenta política (…). Essa questão dos repasses dos fundos para os estados, por exemplo, é absurda”, declarou o parlamentar.

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Governo vê Senado e STF como plano B

Como noticiou a coluna, antes mesmo de a Câmara votar o PL Antifacção, integrantes do Palácio do Planalto já diziam que tentariam mudar o texto no Senado e até no STF.

O objetivo do Palácio do Planalto e do Ministério da Justiça é tentar retomar o máximo possível — primeiro via senadores e depois via STF — o texto original da proposta enviada pelo governo.

Nos últimos dias, após pressão do mercado financeiro, da Polícia Federal (PF) e do governo, o relator do projeto na Câmara, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), recuou de uma série de pontos.

Apesar das mudanças, o governo e deputados de esquerda ainda reclamaram de alguns pontos do texto, que foi aprovado pela Câmara na noite da terça-feira (18/11) por 370 votos a 110.