Suplente de Boulos se abstém em votação do PL Antifacção
Ricardo Galvão, suplente de Guilherme Boulos na Câmara, votou como "abstenção" no relatório de Guilherme Derrite para o PL Antifacção

Suplente de Guilherme Boulos (Psol-SP) na Câmara, o deputado Ricardo Galvão (Rede-SP) optou por se abster na votação do relatório de Guilherme Derrite (PP-SP) sobre o PL Antifacção, aprovado na terça-feira (18/11).
De acordo com dados do sistema da Câmara, Galvão registrou “abstenção” na principal votação da noite. O restante da federação Psol/Rede, da qual ele faz parte, votou “não”, pedindo a rejeição do texto de Derrite.
O suplente de Boulos, entretanto, votou com a bancada e o governo Lula a favor de um destaque do PSol que tentava retomar o texto original do projeto enviado pelo Palácio do Planalto. O destaque, contudo, foi rejeitado.
O PL Antifacção foi aprovado na Câmara por 370 a 110 votos. Além de Galvão, foram registradas outras duas abstenções na votação: Pastor Isidório (Avante-BA) e Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR).
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Ver todasGalvão é ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe(. Ele assumiu o mandato no final de outubro, após a nomeação de Boulos como ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
O que diz Galvão
Em nota, o deputado ressaltou que votou junto com o governo nos destaques, contra o projeto de Derrite, e que tentou construir um acordo, mas isso acabou não ocorrendo.
“Não poderia apoiar algo que comprometesse o trabalho da principal força investigativa do país. Diante desse cenário, e da possibilidade real de derrota, julguei que o melhor seria construir um novo acordo de lideranças que incorporasse, na maior medida possível, as modificações solicitadas pelo Governo. Mas não foi isto que ocorreu”, disse.
Segundo o parlamentar, seu voto foi um “protesto” contra a “falta de civilidade republicana na análise do projeto”.
“Meu voto foi um protesto contra a falta de civilidade republicana na análise do projeto, baseada num sectarismo extremado ao invés de racionalidade política, prejudicando a capacidade do Parlamento de oferecer uma resposta séria e responsável ao enfrentamento do crime organizado. Continuarei defendendo o necessário aperfeiçoamento jurídico para fortalecer essa agenda, com a expectativa de que o Senado possa modificar o texto e dar à Câmara a oportunidade de desfazer seu erro”, afirmou.










