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Igor Gadelha

Para Edinho, contrato com Master "é problema" da nora de Jaques Wagner

À coluna, presidente do PT, Edinho Silva, defendeu que o contrato feito pela nora de Jaques Wagner não tem nada a ver com o líder de Lula

24/03/2026 14:02, atualizado 24/03/2026 14:12
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Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Foto colorida de Edinho Silva, presidente nacional do PT - Metrópoles

Em entrevista exclusiva à coluna nesta terça-feira (24/3), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, minimizou as citações a pessoas ligadas ao partido no escândalo do Banco Master.

Para o petista, os pagamentos feitos pelo Master a uma empresa da nora do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), por exemplo, seriam um “problema” dela, e não do senador.

“Tem um contrato da nora do Jaques, que é esposa do enteado dele. É evidente que o enteado, a nora do Jaques têm que prestar os esclarecimentos necessários. É um problema da nora e do enteado do Jaques. Nada tem a ver com Jaques, com as lideranças da Bahia“, afirmou Edinho.

Confira a entrevista:

O Metrópoles revelou, na coluna de Milena Teixeira, que o Master pagou ao menos R$ 11 milhões à empresa da nora de Jaques Wagner. O senador nega qualquer “intermediação ou negociação” em favor da empresa.

Na entrevista, Edinho destacou que, até agora, não há “nenhum vínculo” nem “nada comprovado” contra o PT em relação ao Banco Master. Para o dirigente, caso apareça, caberá a cada petista explicar sua situação.

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Edinho Silva, presidente do PT
Edinho Silva, presidente do PT
Edinho Silva, presidente do PT
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Presidente do PT, Edinho Silva

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Edinho Silva, presidente do PT

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Edinho Silva, presidente do PT

Elza Fiúza/Agência Brasil
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Edinho Silva, presidente do PT

Antonio Cruz/Agência Brasil

Master e Bolsonaro

O presidente do PT destacou ainda que o Banco Master foi criado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando Roberto Campos Neto comandava o Banco Central.

“O que é bom que se diga: o Banco Master se tornou um banco no governo Bolsonaro, não foi no governo do presidente Lula, é isso que precisa ficar claro e, às vezes, é isso que me incomoda quando a imprensa não deixa claro que quem fez o Banco Master e deixou ele se tornar o que se tornou foi o Campos Neto, quando ele estava a frente do Banco Central”, disse.

Na avaliação de Edinho, o Banco Master seria “fruto de uma omissão” e de uma “postura gravíssima” do governo Bolsonaro, que precisa ser investigada.

“Essa omissão e essa permissividade que permitiu que se criasse o Banco Master que, certamente, maculou o sistema financeiro brasileiro, que é um sistema de muita credibilidade”, declarou.

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