
Igor GadelhaColunas

Presidente do PT minimiza saída de Ratinho Jr. e vê eleição polarizada. Vídeo
Em entrevista à coluna, presidente do PT avaliou que qualquer candidato fora da dinâmica Lula-Bolsonaro ficará com “franja muito pequena”
atualizado
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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, minimizou, em entrevista exclusiva à coluna nesta terça-feira (24/3), o impacto da saída do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), da corrida pelo Palácio do Planalto.
Na visão de Edinho, que, pela primeira vez, comandará o PT em uma eleição nacional, independentemente do nome, um candidato fora da dinâmica PT x PL ficará com uma “franja muito pequena do eleitorado”.
Assista à entrevista ao vivo:
Na avaliação do cacique petista, esse cenário se aplica até mesmo ao governador de Goiás, Ronaldo Caiado, favorito para ser o candidato do PSD à Presidência da República, após a desistência de Ratinho.
“Qualquer outra candidatura vai ficar com uma franja muito pequena do eleitorado. A tendência é que o Brasil se polarize. O Brasil vai ter que escolher entre dois o projeto representado pela família Bolsonaro e o projeto de reconstrução do Brasil, de legado para as futuras gerações, que é o projeto representado pelo presidente Lula”, disse o petista.
Edinho reforçou a ideia do PT de que o pleito colocará frente a frente dois projetos de governo. Um deles, do presidente Lula, e outro da família Bolsonaro, que teria “uma relação de submissão” com o governo Donald Trump.
“O projeto liderado pelo Flávio Bolsonaro, que o Brasil conhece, já conviveu com a forma como a família Bolsonaro governa o Brasil, a relação de submissão com o governo Trump, a forma como eles têm se posicionado, inclusive na forma violenta como Trump se relaciona com o mundo, seja no tarifaço no Brasil, seja estimulando guerras. Então, nós vamos ter que comparar projetos: aquilo que a família Bolsonaro representa e aquilo que o presidente Lula representa”, disse.
Quem é Edinho Silva
Edinho, que é ex-prefeito de Araraquara (SP) assumiu o comando do PT após o fim do mandato de Gleisi Hoffmann, que deixou a presidência da legenda para se tornar ministra das Relações Institucionais.
Em 2026, Edinho participará de sua primeira eleição nacional no comando da sigla e terá a missão de reeleger Lula para seu quarto mandato presidencial, contra a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL).