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Igor Gadelha

Para Alvaro Dias, CPI do MEC seria "encenação" e acabaria em "pizza"

Dois senadores do Podemos, partido de Alvaro Dias, já retiraram suas assinaturas do requerimento que pede a instalação da CPI

Igor Gadelha, Gustavo Zucchi11/04/2022 14:00, atualizado 11/04/2022 12:36
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Hugo Barreto/Metrópoles
Alvaro Dias

Embora faça oposição ao governo Jair Bolsonaro no Senado, o senador Alvaro Dias (Podemos-PR) decidiu não assinar o requerimento para instalação da chamada CPI do MEC.

À coluna, o parlamentar paranaense justificou que não assinou o pedido por prever que a comissão será apenas uma “encenação” da oposição e poderá resultar numa “grande pizza”.

“Não assinei pela primeira vez uma CPI em vários mandatos, porque não vendo ilusões. Armar palanque eleitoral e entregar uma grande pizza é tudo que a população não merece nesse ano de eleição”, disse Dias.

Ele ressalta que a investigação sobre o escândalo dos pastores no MEC já está acontecendo no âmbito da Justiça e da comissão de Educação do Senado. “Respeito a sociedade e abomino a encenação”, afirmou.

A declaração de Alvaro Dias, que é líder do Podemos no Senado, vem após dois senadores do partido, Oriovisto Guimarães (PR) e Styvenson Valentim (RN), retirarem seus apoios à CPI.

Com a retirada, o o requerimento de criação da CPI apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) ficou sem as 27 assinaturas mínimas necessárias para ser protocolado no Senado.

O único senador do Podemos que mantém sua assinatura é Jorge Kajuru (Podemos-GO). Randolfe, porém, ainda não desistiu da comissão e tenta convencer outros senadores a assinarem o requerimento.

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