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Igor Gadelha

Os pontos que petistas e bolsonaristas concordam no imbróglio do IOF

Com o governo pressionado, petistas e bolsonaristas na Câmara concordam em dois pontos sobre o imbróglio criado pela alta do IOF

Gustavo Zucchi30/05/2025 07:00, atualizado 29/05/2025 17:40
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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Foto colorida mostra o ministro Fernando Haddad - Metrópoles

Em campos opostos na Câmara, deputados petistas e bolsonaristas concordam em ao menos dois pontos em relação ao imbróglio criado pelo governo Lula ao aumentar as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O primeiro ponto que une os dois lados é a previsão de que o Ministério da Fazenda não conseguirá propor, em 10 dias, uma solução que reverta o aumento do IOF com o mesmo potencial arrecadatório do tributo.

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Fernando Haddad, ministro da Fazenda
Fernando Haddad e José Guimarães
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Assim, a expectativa tanto de petistas quanto de bolsonaristas nos bastidores é de que a Câmara acabará votando, na terceira semana de junho, um projeto para derrubar o decreto do governo que aumentou o IOF.

O outro ponto de concordância entre deputados aliados de Lula e de Jair Bolsonaro é o de que uma revisão sobre a desoneração das empresas seria uma solução de longo prazo para o problema fiscal do governo.

Após a reunião de líderes da quinta-feira (29/5), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que vai criar um grupo de trabalho para rediscutir as desonerações.

O único porém levantado nos bastidores do Congresso é de que uma discussão sobre o tema estará sujeita a forte lobby dos setores afetados, o qual, no final, deverá dificultar mudanças profundas na política de desoneração.

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