
Igor GadelhaColunas

Os bastidores da reunião da PF com André Mendonça sobre o Caso Master
Novo relator do caso Master no STF, ministro André Mendonça se reuniu com integrantes da PF para discutir panorama da investigação
atualizado
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Um dia após ser sorteado como novo relator do Caso Master no STF, o ministro André Mendonça e a sua equipe se reuniram por cerca de duas horas, na tarde da sexta-feira (13/2), com delegados e investigadores da Polícia Federal (PF).
O encontro, segundo apurou a coluna, contou com a presença do diretor-executivo da PF, William Marcel Murad, atual número 2 da corporação. O diretor-geral, Andrei Rodrigues, não participou da reunião porque estava fora de Brasília.
Mendonça participou da conversa de forma remota. O ministro está em São Paulo. Foi da capital paulista, inclusive, que ele participou, também virtualmente, da reunião com os colegas de STF em que Dias Toffoli deixou a relatoria.
Segundo fontes do Supremo, na reunião da sexta-feira, os investigadores da Polícia Federal apresentaram a Mendonça e aos servidores do gabinete do ministro um panorama da fase atual da investigação contra o Banco Master.
O encontro, de acordo com integrantes da Corte e da PF, também serviu para Mendonça alinhar procedimentos — assim como ele costuma fazer em outros casos que tramitam em seu gabinete, segundo auxiliares.
No encontro, o novo relator do Caso Master também reforçou, de forma indireta, que costuma atuar de forma técnica nas investigações que conduz e pregou serenidade nos trabalhos.
Os delegados da PF, por sua vez, prometeram enviar ao novo relator do Caso Master um relatório mais detalhado com os principais pontos da investigação contra o banco.
Como Mendonça virou relator
Mendonça foi sorteado como novo relator do caso na noite da última quinta-feira (12/2), após o ministro Dias Toffoli deixar a relatoria. A escolha dele, como noticiou a coluna, foi bem vista pela cúpula da PF.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse a interlocutores ter “ótima” relação com Mendonça, apesar de o ministro ter sido indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
Andrei e a PF como um todo tiveram relação muito conturbada com Toffoli no início da apuração do caso Master. O diretor-geral, inclusive, teve papel-chave na saída do ministro da relatoria.
Toffoli deixou o posto após Andrei entregar pessoalmente ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório apontando menções ao ministro no celular de Daniel Vorcaro, dono do Master.





