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Igor Gadelha

Oposição pedirá a Hugo Motta que devolva PL da Anistia para CCJ

Deputados da oposição avaliam que devolução do PL da Anistia para CCJ da Câmara facilitaria tramitação do projeto, que está num limbo

Gustavo Zucchi12/02/2025 05:30, atualizado 12/02/2025 08:53
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Hugo Motta participam da abertura do Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas Metrópoles

Deputados da oposição vão pedir ao novo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que devolva o projeto da anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

A estratégia, na visão dos bolsonaristas, facilitaria a tramitação da proposta. Atualmente, o projeto está em um “limbo” na Câmara devido à estratégia de Arthur Lira (PP-AL) de enviá-la para um “grupo de trabalho”.

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Hugo Motta foi eleito presidente da Câmara no dia 1º de fevereiro
Hugo Motta, o novo presidente da Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Hugo Motta foi eleito presidente da Câmara no dia 1º de fevereiro
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Hugo Motta foi eleito presidente da Câmara no dia 1º de fevereiro

Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Hugo Motta, o novo presidente da Câmara dos Deputados
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Hugo Motta, o novo presidente da Câmara dos Deputados

Mário Agra/Câmara dos Deputados

Caso Motta atenda ao pedido da oposição, o projeto ficaria sob a responsabilidade do futuro presidente da CCJ. No momento, o colegiado é disputado por União Brasil e MDB, mas ainda não há definição sobre quem levará a melhor.

Nos bastidores da Câmara, bolsonaristas se dizem otimistas com a receptividade de Motta à ideia. Especialmente devido às declarações recentes do presidente da Câmara, que afirmou que “não houve golpe” no 8 de Janeiro.

Hugo Motta e o 8 de janeiro

Nos últimos dias, Motta ligou para ao menos dois ministros do Supremo, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, a fim de explicar a entrevista na qual disse que as invasões de 8 de janeiro não teriam sido um golpe.

Nas conversas, segundo relatos feitos à coluna, Motta argumentou que não quis se colocar contra o STF com a fala. Ele ressaltou que respeita decisões judiciais e que pretende atuar para pacificar a relação entre os poderes.

Como mostrou a coluna, a declaração do novo presidente da Câmara sobre as invasões golpistas das sedes dos Três Poderes também não foi bem recebida no Palácio do Planalto.

Sob reserva, auxiliares de Lula avaliaram que Motta ultrapassou o limite com a declaração, pois defendeu algo que o STF e a CPI mista do Congresso consideram um crime contra o Estado Democrático de Direito.

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