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Igor Gadelha

Oposição aposta que Motta adiará PL Antifacção por mais tempo

Lideranças de oposição dizem que, apesar da promessa de Hugo Motta, há dificuldades para votar o PL Antifacção na terça-feira (18/11)

13/11/2025 05:30, atualizado 13/11/2025 07:20
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
O deputado Guilherme Derrite (PP-SP) conversa Sóstenes Torres, Alfredo Gaspar e Alberto Fraga durante sessão no plenário da Câmara dos deputados Metrópoles 4

Apesar da promessa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de votar o PL Antifacção na próxima terça-feira (18/11), lideranças da oposição na Casa apostam que a proposta deve demorar mais um pouco para ser analisada.

Nos bastidores, a avaliação de deputados da oposição é de que serão necessários ao menos 15 dias para se chegar a um texto de consenso entre bolsonaristas, o governo Lula e o relator da proposta, deputado Guilherme Derrite (PP-SP).

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Deputados federais em plenário
Guilherme Derrite conversa com colegas
Deputados conversam com Guilherme Derrite
Na Câmara, o texto contou com o envolvimento direto do presidente da Casa, Hugo Motta (à direita), que indicou o deputado Guilherme Derrite (à esquerda) para a relatoria. A decisão foi criticada pelo governo, que influenciou no vaivém de pareceres apresentados pelo paulista.
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Na Câmara, o texto contou com o envolvimento direto do presidente da Casa, Hugo Motta (à direita), que indicou o deputado Guilherme Derrite (à esquerda) para a relatoria. A decisão foi criticada pelo governo, que influenciou no vaivém de pareceres apresentados pelo paulista.
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Na Câmara, o texto contou com o envolvimento direto do presidente da Casa, Hugo Motta (à direita), que indicou o deputado Guilherme Derrite (à esquerda) para a relatoria. A decisão foi criticada pelo governo, que influenciou no vaivém de pareceres apresentados pelo paulista.

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Lideranças da oposição também ressaltam que, na próxima semana, a tendência é de esvaziamento da Câmara, por causa do feriado do Dia da Consciência Negra, na quinta-feira (20/11). Esse esvaziamento também deve atrapalhar a votação.

Tanto lideranças petistas quanto bolsonaristas concordam, porém, que não é possível deixar o projeto “na geladeira” por muito tempo. Parte dos deputados considera o prazo de 30 dias solicitado por alguns governadores como “exagerado”.

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Como mostrou a coluna, governadores de direita pediram a Motta mais tempo para debater o conteúdo e transformar a proposta em um projeto mais amplo sobre segurança. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), também pediu o adiamento.

Na noite desta quarta-feira (12/11), após longas horas de negociação, o relator do texto, Guilherme Derrite, pediu a Motta o adiamento da votação, com a expectativa de seguir dialogando com o governo sobre o conteúdo de seu relatório.