Igor Gadelha

O risco para a direita do discurso de que “2026 sem Bolsonaro é golpe”

Narrativa de que eleição de 2026 sem Jair Bolsonaro é “golpe” traz risco eleitoral para o candidato da direita à Presidência da República

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Apoiadores cumprimentam Bolsonaro na chegada ao DF Star
1 de 1 Apoiadores cumprimentam Bolsonaro na chegada ao DF Star - Foto: <p>HUGO BARRETO/METRÓPOLES<br /> @hugobarretophoto</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div> </p>

Propagado por bolsonaristas nas manifestações do último 7 de Setembro, o discurso de que “2026 sem Bolsonaro é golpe” embute um risco para a própria direita.

A narrativa desencoraja uma parte do eleitorado bolsonarista a votar nas eleições do próximo ano, em razão da ausência de Jair Bolsonaro, que está inelegível.

O risco para a direita do discurso de que “2026 sem Bolsonaro é golpe” - destaque galeria
3 imagens
Oposição aponta interferência de Lula em investigações da PF sobre desvios do INSS
O risco para a direita do discurso de que “2026 sem Bolsonaro é golpe” - imagem 3
Jair Bolsonaro e Michelle
1 de 3

Jair Bolsonaro e Michelle

HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
Oposição aponta interferência de Lula em investigações da PF sobre desvios do INSS
2 de 3

Oposição aponta interferência de Lula em investigações da PF sobre desvios do INSS

Breno Esaki / Metrópoles
O risco para a direita do discurso de que “2026 sem Bolsonaro é golpe” - imagem 3
3 de 3

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Esse cenário tem potencial para prejudicar o candidato escolhido pelo ex-presidente para representar a direita na acirrada disputa contra Lula, que tentará reeleição.

Nos últimos pleitos presidenciais, os índices de abstenção nas urnas têm se mantido na média dos 20%, o que é considerado alto para um país onde o voto é obrigatório.

Com um discurso que desestimula o eleitor bolsonarista a comparecer às urnas, essa abstenção pode aumentar na direita, o que favoreceria a esquerda na disputa.

O PT, aliás, adotou discurso parecido em 2018, quando o então ex-presidente Lula estava preso e petistas bradavam que “eleição sem Lula era golpe”. E pagou um preço.

Entre lideranças da ala mais pragmática do PT, a avaliação é de que a narrativa acabou prejudicando Fernando Haddad, que foi derrotado por Bolsonaro nas urnas.

No segundo turno das eleições de 2018, a abstenção nas urnas no primeiro turno atingiu 20,3%, o maior percentual desde o pleito de 1998, época em que não reeleição.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comIgor Gadelha

Você quer ficar por dentro da coluna Igor Gadelha e receber notificações em tempo real?