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Igor Gadelha

Lula diz ao PDT não se opor a reduzir penas do 8/1 e cita Bolsonaro

Segundo relatos, Lula lembrou a lideranças do PDT que ficou 580 dias preso e disse que se Bolsonaro ficar dois ou três anos "já está bom"

17/09/2025 17:37, atualizado 17/09/2025 17:49
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Divulgação
Lula e integrantes do PDT

O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (17/9), em almoço com lideranças do PDT, que não se opõe à possível redução das penas dos condenados pelo 8 de Janeiro.

Segundo ao menos três fontes que participaram do almoço, Lula citou, inclusive, o nome de Jair Bolsonaro. “Se ele ficar dois, três anos preso, já está bom”, teria dito o petista.

Ao tocar no assunto, o chefe do Palácio do Planalto lembrou que ficou 580 dias preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba e que esse tempo foi uma “eternidade”.

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Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, chega à Câmara dos Deputados Metrópoles
Oposição aponta interferência de Lula em investigações da PF sobre desvios do INSS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Ministro da Previdência, Wolney Queiroz Maciel
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Ministro da Previdência, Wolney Queiroz Maciel

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, chega à Câmara dos Deputados Metrópoles
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Oposição aponta interferência de Lula em investigações da PF sobre desvios do INSS
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Oposição aponta interferência de Lula em investigações da PF sobre desvios do INSS

Breno Esaki / Metrópoles
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto

A declaração de Lula durante o almoço com lideranças do PDT deve influenciar nas articulações do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em relação ao tema.

Motta, como noticiou a coluna, já articula há alguns dias para barrar o projeto da anistia ao 8 de Janeiro e, como alternativa, aprovar um projeto prevendo apenas redução de penas.

Uma das versões, de acordo com aliados de Motta, reduziria a pena de Bolsonaro entre seis e oito anos. O ex-presidente foi condenado pela trama golpista a 27 anos e três meses de prisão.

A coluna procurou o secretário de Imprensa da Presidência, Laércio Portela, para falar sobre o assunto, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações do Palácio do Planalto

Lula reclama da PEC da Blindagem

Conforme a coluna antecipou mais cedo, o almoço de Lula com lideranças do PDT aconteceu no Palácio da Alvorada, residência oficial do petista, e não foi registrado na agenda oficial dele.

Participaram do encontro, segundo apurou a coluna, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz; o presidente do PDT, Carlos Lupi; e lideranças da sigla no Congresso. Entre elas:

– Deputado Mario Heringer (MG), líder do PDT na Câmara;
– Deputado André Figueiredo (PDT-CE);
– Senadora Leila Barros (PDT-DF).

No encontro com pedetistas, Lula também reclamou da chamada PEC da Blindagem, aprovada pela Câmara na véspera com votos da maioria da bancada do próprio PDT na Casa.

No primeiro turno da votação da Proposta de Emenda à Constituição, na noite da terça-feira (16/9), 10 deputados do PDT votaram pela aprovação da proposta e cinco contra.

Ainda no almoço, Lula disse que deseja contar com o apoio do PDT em 2026, quando disputará a reeleição. Os pedetistas responderam que, se não tiverem candidato próprio, apoiarão o petista.

O clima do encontro, segundo lideranças do PDT, foi ameno. Isso não impediu os pedetistas de afirmarem a Lula que se sentem subrepresentados no governo, com apenas um ministério.

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