
Igor GadelhaColunas

O favorito para relatar a anistia na Câmara
Deputado do Solidariedade passou a figurar como favorito para ser o relator de um projeto de “anistia light”, com redução de penas
atualizado
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Presidente nacional do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força (SP) desponta, nos bastidores, como o favorito para relatar na Câmara uma “anistia light” aos envolvidos no 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em seu quarto mandato como deputado federal, Paulinho apoiou Lula nas eleições de 2022. Em 2025, porém, o cacique do Solidariedade rompeu com o petista e passou a desferir críticas públicas ao atual chefe do Palácio do Planalto e ao governo.
Caciques do Centrão ponderam que a definição final do nome do relator da anistia dependerá do encaminhamento que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicano-PB), dará ao assunto nos próximos dias.
Motta, como noticiou a coluna, vem articulando há alguns dias para barrar uma anistia ampla e, como alternativa, aprovar um projeto prevendo apenas a redução de penas. A urgência do tema foi aprovada pela Câmara na noite da quarta-feira (17/9).
A expectativa agora é de que o presidente da Câmara anuncie o relator nos próximos dias. Após o anúncio, o escolhido deverá procurar as bancadas dos partidos de esquerda e de direita para negociar um texto com o maior acordo possível.
PP não quer botar a digital na anistia
Paulinho da Força virou opção após o PP do deputado Tião Medeiros (PR) — até então favorito para ser o relator — não querer colocar sua digital em um projeto que não trata da anistia “ampla, geral e irrestrita” defendida pelos bolsonaristas.
Nos bastidores, o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), admite que, apesar de a maioria dos deputados do partido ser favorável à “anistia light”, a sigla não quer relatar o texto, com receio de virar alvo dos bolsonaristas mais radicais.
O temor no PP é de que bolsonaristas mais ideológicos invistam no discurso de que o partido dificultou a anistia ampla a Bolsonaro para fortalecer a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência.





