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Igor Gadelha

O favorito para relatar a anistia na Câmara

Deputado do Solidariedade passou a figurar como favorito para ser o relator de um projeto de "anistia light", com redução de penas

, 18/09/2025 02:00
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Hugo Motta

Presidente nacional do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força (SP) desponta, nos bastidores, como o favorito para relatar na Câmara uma “anistia light” aos envolvidos no 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em seu quarto mandato como deputado federal, Paulinho apoiou Lula nas eleições de 2022. Em 2025, porém, o cacique do Solidariedade rompeu com o petista e passou a desferir críticas públicas ao atual chefe do Palácio do Planalto e ao governo.

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O presidente da Câmara, Hugo Motta
Deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP)
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Deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP)

Billy Boss/Câmara dos Deputados
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Divulgação
O presidente da Câmara, Hugo Motta
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O presidente da Câmara, Hugo Motta

Caciques do Centrão ponderam que a definição final do nome do relator da anistia dependerá do encaminhamento que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicano-PB), dará ao assunto nos próximos dias.

Motta, como noticiou a coluna, vem articulando há alguns dias para barrar uma anistia ampla e, como alternativa, aprovar um projeto prevendo apenas a redução de penas. A urgência do tema foi aprovada pela Câmara na noite da quarta-feira (17/9).

A expectativa agora é de que o presidente da Câmara anuncie o relator nos próximos dias. Após o anúncio, o escolhido deverá procurar as bancadas dos partidos de esquerda e de direita para negociar um texto com o maior acordo possível.

PP não quer botar a digital na anistia

Paulinho da Força virou opção após o PP do deputado Tião Medeiros (PR) — até então favorito para ser o relator — não querer colocar sua digital em um projeto que não trata da anistia “ampla, geral e irrestrita” defendida pelos bolsonaristas.

Nos bastidores, o presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), admite que, apesar de a maioria dos deputados do partido ser favorável à “anistia light”, a sigla não quer relatar o texto, com receio de virar alvo dos bolsonaristas mais radicais.

O temor no PP é de que bolsonaristas mais ideológicos invistam no discurso de que o partido dificultou a anistia ampla a Bolsonaro para fortalecer a candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à Presidência.

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