O diagnóstico de Nikolas Ferreira sobre o público menor na Paulista
Nos bastidores, Nikolas Ferreira tem feito diagnóstico diferente da avaliação do PL sobre a baixa adesão de público ao ato na Av. Paulista

Uma das principais lideranças bolsonaristas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tem feito, em conversas com aliados nos últimos dias, um diagnóstico sobre por que o público do ato de domingo (29/6) na Avenida Paulista foi menor que o de manifestações anteriores da direita.
Segundo um aliado de Nikolas, o deputado avalia que a baixa adesão se deve, sobretudo, ao fato de a manifestação não ter tido uma pauta bem definida. Essa difusão de temas ficou clara nos discursos feitos em cima do trio elétrico principal da manifestação, que foram desde a defesa da anistia a ataques ao governo Lula e ao STF.
Na avaliação de Nikolas, de acordo com os interlocutores do deputado, muitos dos apoiadores do bolsonarismo já não acreditam mais que essas manifestações têm real poder de pressionar o Congresso Nacional e o STF pela anistia aos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro.
Aliados lembram que Nikolas sempre defendeu internamente no PL que o trabalho mais efetivo em prol da anistia seria a articulação nos bastidores, e não nas ruas. Nesse cenário, o deputado mineiro tem defendido que as manifestações deveriam se concentrar na pauta “fora Lula”.
Nikolas, vale lembrar, não compareceu ao protesto do domingo na Paulista. Segundo informou o Metrópoles, na coluna Paulo Cappelli, o deputado justificou sua ausência a Jair Bolsonaro dizendo que tinha, na mesma hora, o casamento de uma prima próxima que já estava marcado antes do ato.
Líder do PL tem diagnóstico diferente
O diagnóstico de Nikolas difere da justificativa dada pelo líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ). À coluna, o parlamentar fluminense avaliou que o público menor no último ato na Paulista seria resultado de uma combinação de ao menos quatro fatores principais. São eles:
1. Copa do Mundo de Clubes da FIFA;
2. Início das férias escolares;
3. Fim de mês;
4. Intervalo de tempo pequeno entre a convocação e o dia do ato.
Público estimado
Levantamento do Monitor do Debate Político do Cebrap da USP estimou que o público do ato na Avenida Paulista no domingo teria sido de 12,4 mil pessoas. A medição foi feita às 15h40, momento de pico da manifestação, por meio de fotos tiradas por drones e de sistemas de inteligência artificial.
Contagem feita pela mesma instituição estimou a presença de 44,9 mil pessoas no ato de 6 de abril na Avenida Paulista. Já a manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro, em 16 de março, teria reunido 18,3 mil pessoas, de acordo com levantamento feito pelo monitor da Universidade de São Paulo.
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