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Igor Gadelha

Secretária que assumiria o lugar de Silvio Almeida pede demissão

Número 2 de Silvio Almeida no Ministério dos Direitos Humanos, Rita de Oliveira pediu exoneração nesta sexta-feira após demissão do ministro

Igor Gadelha06/09/2024 20:08, atualizado 06/09/2024 22:21
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Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania/Divulgação
Silvio Almeida

Atual secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos, Rita Cristina de Oliveira pediu exoneração do cargo na noite desta sexta-feira (6/9), após a demissão do titular da pasta, Silvio Almeida, por Lula.

O pedido foi confirmado pela própria Rita à coluna e frustra a expectativa do Palácio do Planalto para que ela comandasse interinamente o ministério até que Lula decidisse o novo ministro efetivo.

“Já pedi pra publicarem minha exoneração junto com a do ministro”, afirmou a número 2 de Silvio Almeida à coluna.

Silvio Almeida foi demitido na noite desta sexta-feira após denúncias de supostos episódios de assédio sexual praticados por ele contra mulheres, incluindo a atual ministra da Igualdade Racial do governo Lula, Anielle Franco.

A decisão foi tomada pelo presidente um dia após o Metrópoles, na coluna Guilherme Amado, revelar que ele foi denunciado por Anielle e por outras mulheres à organização Me Too Brazil, que acolhe e protege vítimas de assédio sexual em todo o mundo.

O Me Too confirmou, em nota à imprensa, as denúncias contra Silvio Almeida. O movimento disse, porém, não poder revelar os nomes das vítimas sem consentimento delas. Segundo a organização, todas as vítimas teriam pediram anonimato ate o momento.

O Metrópoles apurou, contudo, que os supostos episódios de assédio a Anielle incluiriam toques nas pernas da ministra, beijos inapropriados ao cumprimentá-la, além de o próprio Silvio Almeida, supostamente, ter dito a Anielle expressões chulas, com conteúdo sexual.

Todos os episódios teriam ocorrido em 2023. Um deles, noticiado por esta coluna nesta sexta-feira (6/9), ocorreu em maio do ano passado durante uma reunião oficial sobre racismo em aeroportos. Segundo relatos de Anielle, o ministro teria passado a mão entre suas pernas durante o encontro.

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