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Igor Gadelha

Motta diz que votará projeto da 6x1 na terça e nega acordo com governo

À coluna, Hugo Motta diz que decidiu pautar projeto da 6x1 sem acordo com governo para destravar a pauta de votações do plenário da Câmara

Igor Gadelha, Gustavo Zucchi11/06/2026 17:06, atualizado 11/06/2026 17:25
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LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
foto colorida do presidente da Câmara, Hugo Motta, em entrevista ao Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse à coluna que pretende votar o projeto de lei do governo que trata do fim da escala 6×1 na terça-feira (16/6).

Motta negou, porém, que tenha decidido pautar a proposta após acordo com o governo, que insistiu na votação do projeto mesmo após os deputados aprovarem PEC sobre o tema.

“Zero (acordo). Vamos votar na terça, caso o governo não retire a urgência. Vou destravar a pauta de um jeito ou de outro!”, afirmou.
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Relator da PEC 6x1, Leo Prates (Republicanos)
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)

HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Relator da PEC 6x1, Leo Prates (Republicanos)
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Relator da PEC 6x1, Leo Prates (Republicanos)

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)
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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB)

Marina Ramos/Câmara dos Deputados

Segundo o presidente da Câmara, o texto do projeto que irá à votação será o mesmo da PEC. Para isso, ele, inclusive, escolheu o mesmo relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

Como noticiou a coluna, Motta chegou a pedir para o governo retirar a urgência constitucional do projeto, que trava a pauta do plenário da Câmara, impedindo a votação de outros projetos de lei.

Para o deputado paraibano, não fazia sentido o Palácio do Planalto querer votar um projeto de lei sobre o fim da escala 6×1 após PEC sobre o mesmo tema já ter sido aprovada.

Líderes da Câmara avaliam, porém, que o governo insistiu na urgência do projeto com objetivo de deixar o tema em evidência e de usar isso para pressionar o Senado a votar a PEC.

Caso a Câmara aprove o projeto, a proposta seguirá para o Senado com a urgência constitucional, o que forçaria Davi Alcolumbre (União-AP) a votar o tema, caso não queira trancar a pauta da Casa.

A pauta trancada impede votações de projetos de lei, por exemplo. A exceção são requerimentos de urgências e propostas de emenda à Constituição. O prazo para votação é de 45 dias.

Hoje, Alcolumbre tem segurado temas de interesse do governo, como é o caso da PEC 6×1, sequer despachada pela presidência do Senado para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

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