Moro sela acordo com cúpula do Podemos para decidir futuro partidário
Ex-juiz Sergio Moro definiu com a direção do Podemos um critério para decidir se migrará ou não para outro partido

O ex-juiz Sergio Moro fechou uma espécie de acordo com a cúpula do Podemos para definir se permanecerá no partido ou se disputará a Presidência da República este ano pelo União Brasil. O acerto tem como principal critério o valor do fundo eleitoral.
Em uma conversa recente, Moro pediu a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, que garantisse à campanha dele um montante equivalente a cerca de 50% do valor total do fundo eleitoral que a sigla receberá em 2022, calculado em mais de R$ 200 milhões.
Renata, no entanto, respondeu a Moro que só poderia oferecer metade do que ele havia pedido. Argumentou que precisará usar o fundo eleitoral para bancar outras campanhas de candidatos do partido a governador, senador, deputado estadual e, sobretudo, deputado federal.
Ao ex-juiz, a presidente do Podemos explicou que o valor que pode oferecer a ele havia sido acordado com a bancada do partido do Senado e outras personalidades da legenda. Em uma série de reuniões, todas essas lideranças teriam concordado que seria inviável atender ao pedido de Moro.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor GadelhaDiante desse cenário, Renata Abreu e o ex-juiz da Lava Jato selaram um entendimento: se ele achar que o montante do fundo oferecido pelo Podemos é insuficiente, estará “liberado” para migrar para outro partido, sem ressentimentos. Entre eles, o União Brasil, que terá fundão de cerca de R$ 1 bilhão este ano.
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Ver todasA avaliação no Podemos é de que o partido não tem condições de competir numa disputa financeira com outras legendas com fundo eleitoral maior. Principalmente quando precisará eleger uma bancada robusta na Câmara dos Deputados para garantir a sobrevivência da sigla a partir de 2023.
O número de deputados federais eleitos por cada partido determina o valor dos fundos eleitoral e partidário e o tempo de propaganda eleitoral na TV e rádio. Ou seja, quanto maior a bancada eleita, maiores serão as verbas e o tempo de exposição que uma sigla terá para promover o partido e seus futuros candidatos.
Foi com base nessa avaliação que Renata Abreu passou a admitir a integrantes do União Brasil que topa ceder o ex-juiz para a legenda. Como revelou a coluna, a sinalização foi dada pela dirigente após reunião com o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, na sexta-feira (21/1), em São Paulo.

















