
Igor GadelhaColunas

Lula vai à Colômbia em busca de apoio a fundo que quer lançar na COP30
Em sua 3ª ida à Colômbia no atual mandato, presidente Lula desembarca em Bogotá na quinta-feira (21/8) para reunião com países amazônicos
atualizado
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O presidente Lula viaja na quinta-feira (21/8) para Bogotá, capital da Colômbia, com um objetivo principal: buscar apoio político dos países amazônicos à criação do chamado Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).
Será a terceira visita do presidente brasileiro à Colômbia no atual mandato. Lula esteve no país em julho de 2023, quando cumpriu agenda na cidade de Letícia, e em abril de 2024, quando fez uma visita oficial a Bogotá.
Dessa vez, a principal agenda de Lula na capital colombiana será participar da 5ª Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). A reunião acontecerá na sexta-feira (22/8).
A cúpula, segundo o Itamaraty, terá presença de só três chefes de Estado: Lula, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e a vice-presidente do Equador, Verónica Abad. Os outros cinco países da OTCA enviarão seus chanceleres.
A expectativa é de que, ao final da reunião, os oito países membros do grupo assinem a “Declaração de Bogotá”. De iniciativa colombiana, o documento deve trazer consensos dos países sobre mudanças climáticas.
Fundo será lançado na COP30
O principal objetivo de Lula na viagem, contudo, será buscar endosso político dos membros da OTCA ao TFFF, fundo sugerido pelo Brasil para financiar a preservação de florestas tropicais.
A previsão é de que o fundo seja oficialmente lançado pelo Brasil durante a COP30, a conferência do clima da ONU que, em 2025, acontecerá em Belém, no Pará, no mês de novembro.
Segundo o chefe da Divisão de Biodiversidade do Itamaraty, Patrick Luna, o fundo deve ter um mecanismo de financiamento híbrido, com 20% de fontes públicas e 80% de fontes privadas.
As contribuições aos fundos, explica Luna, não serão doações, mas, sim, investimentos. A ideia é que países e empresas contribuintes sejam remunerados anualmente, como se tivessem comprados títulos.
O chefe da Divisão de Biodiversidade do Itamaraty diz que já há ao menos cinco países potencialmente investidores do TFFF: Noruega, Alemanha, Reino Unido, França e Emirados Árabes.
Questionado se o Brasil pretende fazer uma contribuição ao fundo, o diplomata afirmou que a pergunta era pertinente, mas deveria ser “direcionada ao Ministério da Fazenda”.







