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Igor Gadelha

A reação do governo Lula à derrota da esquerda na Bolívia

Integrantes do governo Lula apostam que diálogo entre Brasil e Bolívia será mantido independente da vitória da direita no país vizinho

, 18/08/2025 12:14, atualizado 18/08/2025 13:03
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Presidente Lula durante a cerimônia de entrega do Prêmio MEC da Educação Brasileira Metrópoles

A derrota da esquerda nas eleições presidenciais da Bolívia no domingo (17/8) não provocou fortes abalos entre integrantes do governo Lula que acompanham assuntos internacionais.

A avaliação de fontes do Palácio do Planalto e do Itamaraty é de que, independentemente do desfecho das eleições na Bolívia, o Brasil deve continuar mantendo relações com o país vizinho.

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Reprodução
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES
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Federico Rotter/NurPhoto via Getty Images

Como o Metrópoles noticiou, em um resultado inédito, dois candidatos de direita venceram as eleições e, agora, disputarão o segundo turno das eleições para a presidência da Bolívia.

Apesar da derrota da esquerda, assessores do governo Lula apostam que os dois países continuarão mantendo diálogo, uma vez que a Bolívia precisa mais do Brasil do que o contrário.

No Itamaraty, a orientação é não interferir na disputa do país vizinho, marcada por acusações do ex-presidente boliviano Evo Morales dizer que a eleição não teria  “sem legitimidade”.

“Não somos juízes de eleições alheias”, disse uma fonte do Itamaraty  à coluna.

De acordo com assessores do Planalto, Lula só pretende se manifestar após o resultado definitivo da eleição. O segundo turno da disputa está marcado para o dia 19 de outubro.

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