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Igor Gadelha

Lula resiste a usar WhatsApp e Telegram

Segundo aliados, ex-presidente sequer tem um celular próprio e prioriza conversas presenciais com aliados e auxiliares

19/03/2022 06:00
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Reprodução/YouTube
Ex-presidente no podcast PodPah, no YouTube. Ele está na frente de um cenário colorido, no estúdio do programa, e fala num microfone especial - Metrópoles

Diferente da grande maioria dos políticos da atualidade, o ex-presidente Lula (PT) ainda resiste a usar aplicativos de troca de mensagens difundidos no Brasil, como o WhatsApp e o Telegram.

Segundo pessoas próximas, o petista sequer tem um celular próprio. Sempre que precisa falar com aliados e auxiliares, opta por ligar usando aparelhos de terceiros ou por conversar presencialmente.

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O primeiro turno da eleição para presidente da República está marcado para 2 de outubro de 2022
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João Doria (PSDB) - Vencedor das prévias do partido, Doria está oficializado como pré-candidato
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Leonardo Péricles, do UP
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Luiz Inácio Lula da Silva, do PT
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Simone Tebet, do MDB
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Simone Tebet, do MDB

Igo Estrela/Metrópoles

A posição de Lula é diferente da de outros ex-presidentes da República e de Jair Bolsonaro. O atual presidente costuma se comunicar ativamente com seus ministros, auxiliares e aliados por esses aplicativos.

Apesar de pessoalmente não usar WhatsApp e Telegram, Lula possui canais nos dois aplicativos para distribuição de materiais e mensagens políticas. A administração é feita por seus assessores.

Grampo

Em 2016, a Lava Jato interceptou e levantou o sigilo de uma conversa telefônica entre Lula e da então presidente Dilma Rousseff (PT) no dia em que ela nomearia o petista como ministro da Casa Civil.

Na época, a Lava Jato informou que o celular usado por Lula era de um de seus seguranças. A divulgação do diálogo acabou levando o Supremo Tribunal Federal (STF) a derrubar a nomeação do petista para o cargo.

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