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Igor Gadelha

Lula traça estratégia para reverter melhora de Bolsonaro nas pesquisas

Segundo aliados, o ex-presidente disse que já previa que sua vantagem em relação a Jair Bolsonaro cairia "um pouco"

Repórter de Igor Gadelha08/03/2022 07:00, atualizado 08/03/2022 10:50
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Rafaela Felicciano/Metrópoles
Lula fala ao público com microfone na mão, fazendo gesto com a mão. Ele olha para baixo e usa camisa social sob fundo vermelho - Metrópoles

O ex-presidente Lula afirmou a aliados do PT que já esperava a recente melhora do presidente Jair Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto.

O petista disse, no entanto, acreditar que esse cenário será revertido a partir de março, quando Lula pretende intensificar as agendas políticas “de rua” por todo Brasil.

Segundo um aliado de primeira hora do ex-presidente, há cerca de três semanas Lula previu que sua vantagem em relação a Bolsonaro cairia “um pouco”.

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A seguir, os candidatos à Presidência
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O primeiro turno da eleição para presidente da República está marcado para 2 de outubro de 2022
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Jair Bolsonaro, do PL
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João Doria (PSDB) - Vencedor das prévias do partido, Doria está oficializado como pré-candidato
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Leonardo Péricles, do UP
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Luiz Inácio Lula da Silva, do PT
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Simone Tebet, do MDB
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Simone Tebet, do MDB

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Na avaliação de Lula e de dirigentes do PT, essa melhora do atual chefe do Palácio do Planalto nas pesquisas é reflexo de quatro fatores principais. São eles:

  1. Otimismo da população motivado por uma sensação de que o fim da pandemia está próximo;
  2. Auxílio emergencial de R$ 400 e ação das redes bolsonaristas para reforçar que o valor é maior do que o Bolsa Família pago pelos governos petistas;
  3. A liberação de emendas parlamentares pelo Palácio do Planalto para integrantes do Centrão;
  4. Aumento da propagação de fake news contra Lula e contra o PT entre evangélicos.

A aliados Lula previu que conseguirá reverter a melhora de Bolsonaro nas pesquisas quando o petista “for para rua”. O ex-presidente planeja iniciar, ainda em março, uma série de viagens pelo Brasil.

Como ainda não pode fazer campanha, a estratégia de Lula será participar de uma série de atos isolados com militantes do PT e de partidos de esquerda nos estados.

Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) no fim de fevereiro mostrou Lula estável com 42% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro subiu de 25,6% para 28%.

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