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Igor Gadelha

Lula sinaliza reforma ministerial casada com eleição na Câmara

Presidente Lula tem sinalizado a aliados que deve fazer uma reforma ministerial casada com a eleição para presidências da Câmara e do Senado

10/06/2024 02:00, atualizado 10/06/2024 10:36
Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Imagem colorida de presidente Lula com expressão séria no rosto saidinhas - Metrópoles

O presidente Lula tem sinalizado a aliados que pretende fazer uma reforma ministerial de forma casada com a eleições para as presidências da Câmara e do Senado, marcadas para o início de fevereiro de 2025.

A ideia do petista, segundo auxiliares, é usar a reforma ministerial como moeda de troca com os partidos nas negociações para a escolha dos sucessores de Arthur Lira (PP-AL) e de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

No Palácio do Planalto, já é dado como certo, por exemplo, que Lula vai tirar o ministro Alexandre Padilha da Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo com o Legislativo.

Após uma série de derrotas no Congresso, Lula já admite que precisa fazer mudanças na área. O petista, porém, resiste a fazer a troca agora para não ceder à pressão de Lira, que cobra há meses a demissão de Padilha.

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O ministro, porém, não deve voltar para a Câmara, onde tem mandato de deputado. A tendência é de que Padilha seja remanejado para outra pasta, provavelmente o Ministério da Saúde, que comandou no governo Dilma.

Reforma deve contemplar Gleisi e Centrão

Lula também pretende mexer nos ministérios comandados por partidos do Centrão. A ideia é fazer trocas que ajudem a aumentar os votos a favor do governo no Congresso.

Aliados de Lula também apostam que a reforma deve abrir espaço para a atual presidente do PT, Gleisi Hoffmann, virar ministra. Uma das opções seria ela substitutir Wellington Dias no Ministério do Desenvolvimento Social.