Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Igor Gadelha

Lira não vai interferir em guerra do União Brasil pelo comando da CCJ

Presidente na Câmara não pretende intervir em briga interna entre alas bolsonarista e anti-Bolsonaro do União Brasil pelo comando da CCJ

11/02/2022 07:00, atualizado 11/02/2022 07:13
Igo Estrela/Metrópoles
Arthur Lira presidente camara após reunião com ministro

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deixará que as alas bolsonarista e anti-bolsonarista do União Brasil se resolvam internamente sobre a disputa pela presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

Líderes partidários ouvidos pela coluna dizem que Lira não tem intenção de interferir no debate dentro da sigla sobre quem assumirá o controle da colegiado mais importante da Casa Legislativa.

Isso indica que Lira irá respeitar o acordo para divisão das comissões. A escolha do presidente da CCJ, que era do PSL, passará para o União Brasil, partido que nasceu da fusão do PSL com o DEM.

O presidente da Câmara, entretanto, não pretende atuar para que o nome do partido seja o do deputado Vítor Hugo (GO), como a ala bolsonarista do União Brasil diz ter sido acordado.

Entre no canal de WhatsApp da Coluna Igor Gadelha

Receba no seu email as notícias da coluna Igor Gadelha

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters
O acordo

Segundo bolsonaristas, o acordo foi firmado em 2021, por ocasião de eleição de Lira. O acerto seria que o PSL indicaria o presidente da CCJ pelos dois anos do mandato de Lira no controle da casa.

No primeiro ano (2021), o nome foi o da deputada Bia Kicis (PSL-DF). No segundo ano (2022), a ala bolsonarista do União Brasil defende que o nome acertado internamente é o de Hugo.

Integrantes do União Brasil ligados ao DEM, porém, discordam desse entendimento. Alegam que não faz sentido indicar o nome de Hugo, pois ele deve deixar a sigla em abril para se filiar ao PL de Jair Bolsonaro.

Na visão dessa ala, caso deixe o União Brasil, Hugo terá de entregar os cargos em comissão que possui, incluindo uma eventual presidência da CCJ. Assim, ficaria pouco mais de 2 meses controlando a CCJ.

A cúpula do União Brasil pretende exigir o controle de todas as quatro comissões temáticas na Câmara que o PSL tem direito. E não planeja indicar nenhum deputado bolsonarista para as presidências dos colegiados.

Bolsonaristas discordam. Alegam que, com a criação do União Brasil, o PSL deixou de existir formalmente, o que os permite trocar de legenda e manter acordos e cargos distribuídos por acordo partidário.

Como mostrou a coluna, é o mesmo entendimento que fará o grupo pedir o comando da Comissão Mista de Orçamento (CMO) para Hélio Lopes (RJ), o deputado “irmão” de Bolsonaro, que também deve deixar o União Brasil.